
Cinco irmãos que afirmam ter sido abusados sexualmente por Michael Jackson quando eram crianças entraram com uma ação judicial pedindo indenização de US$ 200 milhões, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão. O processo reacende a disputa judicial envolvendo o espólio do artista, morto em 2009.
A ação foi movida por Frank Cascio e seus quatro irmãos, que conviveram com o cantor por mais de três décadas. A família já havia firmado um acordo milionário com os herdeiros de Michael Jackson em 2020, mas voltou atrás após Frank declarar, em 2024, que assinou o documento sob coação.
Segundo informações divulgadas pelo site TMZ, a nova ofensiva judicial se baseia em relatos gravados recentemente. O advogado dos irmãos, Howard King, afirma ter reunido cerca de dez horas de depoimentos em vídeo, nos quais os cinco descrevem os abusos que dizem ter sofrido na infância.
O caso chama atenção porque Frank Cascio foi, durante anos, um dos principais defensores públicos de Michael Jackson. Em um livro lançado em 2011, ele relatou ter dormido diversas vezes na casa do cantor e afirmou jamais ter presenciado qualquer comportamento inadequado. À época, descreveu as situações como inocentes e disse que Jackson “era uma criança por dentro”.
A versão mudou após anos de terapia, segundo o advogado. King afirma que, ao assumir o caso, apresentou parte do material gravado ao advogado do espólio, Marty Singer, que teria sugerido um acordo. Posteriormente, porém, Singer acusou King de extorsão, o que levou o conflito a escalar.
A defesa dos herdeiros de Michael Jackson nega as acusações. Em nota ao TMZ, os representantes do espólio afirmam que o advogado dos irmãos teria feito uma exigência financeira considerada abusiva e que as declarações sobre uma possível negociação seriam falsas.
O processo ainda está em fase inicial e deve se arrastar nos tribunais. O caso volta a expor um dos capítulos mais controversos da história do Rei do Pop, cujas acusações de abuso sexual marcaram sua trajetória pública nas últimas décadas de vida, apesar de ele sempre ter negado qualquer irregularidade.