
O goleiro Bruno comunicou oficialmente, nesta quinta-feira (15), o cancelamento do encontro que teria com seu filho, Bruninho Samudio, de 15 anos. Em nota emitida pelo escritório Migliorini e Miranda Advogados, a defesa do atleta alega que ele vinha sendo "coagido" a aceitar uma reunião sob condições que comprometeriam sua segurança jurídica e pessoal.
Segundo o comunicado, a madrinha de Bruninho e a avó materna, Sônia Moura, teriam exigido que o jogador se apresentasse sozinho, sem a presença de advogados ou de sua atual esposa. Além disso, o local do encontro seria mantido em segredo até que Bruno chegasse ao Rio de Janeiro.
A defesa orientou o jogador a não participar do evento, citando "evidente risco jurídico". Bruno cumpre pena em liberdade condicional desde 2023 e argumenta que a ausência de acompanhamento legal em um encontro que envolve medidas protetivas vigentes poderia ser interpretada como violação judicial. Para além das questões técnicas, Bruno classificou a situação como uma possível emboscada. O atleta sugeriu que o encontro poderia contar com a presença oculta de um repórter e câmeras escondidas, com o objetivo de extrair declarações sobre o caso Eliza Samudio para a produção de um documentário. "Se eu tivesse ao menos o meu advogado ao meu lado, eu teria mais segurança nesse encontro", declarou o goleiro em trecho da nota.
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Bruno foi condenado em 2013 a 22 anos de prisão pelo homicídio, ocultação de cadáver e sequestro de Eliza Samudio, ocorridos em 2010. Atualmente, ele vive no Espírito Santo, onde atua por uma equipe local enquanto cumpre o restante da pena em liberdade.