
Na última quinta-feira (15), o antigo chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), deixou as instalações da Superintendência da Polícia Federal para ser transferido para o 19º Batalhão da Polícia Militar, estabelecimento popularmente denominado “Papudinha”. A migração de custódia foi uma ordem direta do ministro Alexandre de Moraes, magistrado do Supremo Tribunal Federal (STF).
No despacho judicial, Moraes estabeleceu que o político fosse retirado da Sala de Estado Maior da PF e encaminhado para uma Sala de Estado Maior correspondente dentro do 19º BPM. Esta guarnição da PMDF integra o complexo da Papuda, região que abriga diversos centros de detenção na capital federal.
A “Papudinha” funciona essencialmente como um abrigo para membros da corporação e profissionais da segurança pública que possuem direito ao cárcere especial. O ambiente dispõe de dormitórios adequados para os detentos, além de repartições destinadas ao suporte e repouso dos agentes que atuam na vigilância da unidade.
Dados fornecidos pela Polícia Militar indicam que o batalhão passou por melhorias recentes. No mês de junho de 2025, foi destinado um recurso parlamentar de R$ 500 mil para aperfeiçoar a base logística dos policiais. Em contrapartida, a ala reservada ao encarceramento não recebe melhorias estruturais de grande porte desde 2020.
A movimentação assegura que o ex-presidente permaneça sob o regime de Sala de Estado Maior, um benefício legal assegurado a certas figuras públicas e classes profissionais específicas.