Rússia, EUA e Ucrânia marcam 1ª reunião para discutir fim da guerra; saiba mais

Encontro em Abu Dhabi reúne Rússia, Estados Unidos e Ucrânia para discutir segurança, impasses territoriais e avanços nas negociações de paz

23/01/2026 às 12h40 Atualizada em 23/01/2026 às 12h41
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
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Fotos: Reprodução
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Rússia, Estados Unidos e Ucrânia marcaram para esta sexta-feira (23) a primeira reunião do grupo de trabalho tripartite voltado às questões de segurança relacionadas à guerra na Ucrânia. O encontro acontecerá em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, e contará com delegações já definidas pelos países envolvidos.

Segundo o Kremlin, a delegação russa recebeu instruções diretas do presidente Vladimir Putin e viajará em breve para o local da reunião. Os Estados Unidos participaram da preparação do encontro e, de acordo com Moscou, há expectativa de resultados positivos. Paralelamente, também está prevista uma reunião bilateral entre EUA e Rússia para tratar de questões econômicas.

Ainda conforme informado, o chefe do Estado-Maior da Marinha russa, almirante Kostyukov, integrará a delegação. Para Moscou, não é possível alcançar uma solução duradoura sem discutir as disputas territoriais, consideradas o principal ponto de impasse nas negociações. O Kremlin afirmou ainda que houve troca de informações sobre contatos mantidos pelos Estados Unidos com autoridades ucranianas e europeias.

O anúncio ocorre após uma reunião realizada em Moscou entre Vladimir Putin e enviados do presidente norte-americano, Donald Trump, que durou mais de três horas. Após o encontro, Kirill Dmitriev afirmou que o diálogo foi importante para avançar nas discussões. Já Steve Witkoff declarou que o convite partiu do governo russo. “Os russos nos convidaram para vir. E isso é uma declaração significativa da parte deles”, disse.

Enquanto isso, Donald Trump afirmou que Volodymyr Zelensky estaria disposto a aceitar os termos de um acordo de paz, sem detalhar os pontos. O principal entrave segue sendo a resistência ucraniana em concessões territoriais. “Se ambos os lados quiserem resolver isso, vamos resolver. Acho que já fizemos muitos progressos e conseguimos reduzir o problema a uma única questão”, declarou Witkoff.

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