
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva exonerou o advogado Luis Henrique Pichini Santos do cargo de assessor especial do Gabinete Adjunto de Gestão Interna do Gabinete Pessoal da Presidência da República. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (4).
Pichini ganhou projeção nacional ao integrar a equipe de defesa de Lula nos processos da Operação Lava Jato. Formado em direito em 2017 pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas, ele atuou entre 2015 e 2019 no escritório Teixeira Martins & Advogados, comandado por Cristiano Zanin, hoje ministro do Supremo Tribunal Federal indicado pelo próprio Lula.
Especialista em direito penal e segurança pública, o advogado chegou a participar de audiências envolvendo o presidente na 13ª Vara Federal de Curitiba, período em que Lula era alvo das ações da Lava Jato. Nas redes sociais, mantinha um discurso político engajado, demonstrava proximidade com o petista e relatava visitas feitas a ele durante o período de prisão na Superintendência da Polícia Federal.
Em publicações, Pichini também fez críticas diretas ao ex-juiz e senador Sergio Moro, a quem chamou de “patético” e “incompetente”. Ele foi um dos advogados que assinaram a ação popular que tornou Moro réu na Justiça do Distrito Federal, em processo movido por deputados do PT que pede ressarcimento aos cofres públicos por supostos prejuízos causados pela Lava Jato à economia brasileira e à Petrobras.
Aos 34 anos, Luis Henrique Pichini recebia salário mensal de R$ 17,3 mil pelo cargo exercido no Palácio do Planalto, segundo matéria do portal Metrópoles.