
Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, conhecido como El Cid e apontado como integrante do PCC suspeito de planejar a morte do senador Sergio Moro, foi preso nesta quarta-feira após ser localizado em Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza. Ele foi detido pela Polícia Militar do Ceará e entregue à Polícia Federal. Segundo a corporação, havia dois mandados de prisão em aberto contra ele por associação ao tráfico e homicídio.
A captura ocorreu após uma abordagem de rotina que terminou na prisão da esposa do suspeito, flagrada viajando com documento falso rumo a São Paulo. A partir das informações levantadas, agentes chegaram ao endereço onde ela residia e abordaram El Cid nas proximidades de um condomínio de alto padrão. De acordo com a polícia, ele também utilizava documentação falsa no momento da abordagem.
A repercussão foi imediata. Nas redes sociais, o governador do Ceará celebrou a ação e classificou o preso como figura central dentro da facção. “Um dos bandidos mais perigosos do país, El Cid, chefe da célula terrorista do PCC, é preso pela nossa PM no Ceará. Fugiu de penitenciária paulista, veio se esconder no Ceará, e aqui não teve vida fácil. Capturado pela polícia cearense e entregue à PF. Parabéns à nossa polícia!!!”, escreveu.
O nome de Piovesan já aparecia em investigações desde 2023, quando foi apontado como parte de um grupo que planejava sequestrar e matar autoridades, incluindo o senador e a esposa, além do promotor Lincoln Gakiya. Conforme apuração do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Federal, o objetivo seria obter recursos e pressionar pela libertação de Marcola, liderança máxima da facção.
Com extensa ficha criminal, El Cid acumula passagens por roubo, tráfico e tentativas de homicídio contra policiais. Ele chegou a deixar a prisão em 2022, episódio que gerou questionamentos judiciais sobre possível soltura indevida. Entre outros registros, também foi ligado à explosão de um caixa eletrônico em São Paulo e a confrontos armados com agentes. Em decisões judiciais anteriores, chegou a ser descrito como de “alta periculosidade”, com diversas anotações criminais e investigações por envolvimento em organização criminosa.