
A cantora Ivete Sangalo se posicionou recentemente sobre a recepção mista de sua nova música, intitulada "Vampirinha". O lançamento, que gerou intensos debates nas redes sociais, levou a artista a refletir sobre o peso diferenciado que as críticas possuem quando direcionadas a figuras femininas no entretenimento.
Em entrevista ao Aratu On, ela foi questionada sobre a repercussão negativa de parte do público, erebateu: “Estou bem tranquila porque a playlist é só ‘fuleiragem’, minha e dos demais, né? Mas, quando mulher fala ‘fuleiragem’, o negócio é mais pesado, que seja eu, que sou uma mulher forte, para segurar a marimba”.
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A polêmica reside no contraste entre a imagem de "Diva do Axé" e a linguagem crua da canção. Trechos que descrevem as personagens "com uns toquinho de roupa, descendo com o dedo na boca" e a menção ao "combo de whisky, narguilé e gelo" foram vistos por críticos como uma tentativa de viralizar em plataformas como o TikTok, sacrificando a complexidade lírica que muitos esperam de uma artista com a trajetória de Veveta.
Apesar da atual divisão de opiniões, é inegável que Ivete Sangalo domina a habilidade de se reinventar e ditar o ritmo do Brasil há décadas. Dona de uma coleção invejável de hits que se tornaram hinos do Carnaval, como "Sorte Grande (Poeira)", "Festa", "Abalou" e "Cadê Dalila", a baiana já provou diversas vezes que sabe transitar entre o axé romântico e o agito frenético das massas