
O chefe da Polícia Civil catarinense, Ulisses Gabriel, recorreu às redes sociais para repudiar as hostilidades, intimidações e o que chamou de dados adulterados que surgiram após o impacto gerado pelo falecimento do cão comunitário Orelha, em Florianópolis. O delegado-geral pontuou que ele e seus colaboradores foram transformados em alvos de ataques cibernéticos e acusações infundadas em meio ao fervor da opinião pública.
Durante seu posicionamento, Ulisses esclareceu que a gestão direta do inquérito não cabe a ele, enfatizando que o processo foi executado por autoridades competentes sob rigorosos critérios científicos e de imparcialidade. Ele sublinhou que sua função no comando é assegurar que a Polícia Civil opere com independência administrativa e obediência estrita às leis, blindando a corporação de pressões externas, por mais que a tragédia tenha causado comoção generalizada.
Gabriel também desmentiu boatos sobre sua vida privada:
Relação com a defesa: Negou qualquer amizade ou proximidade com o advogado que representa um dos menores envolvidos.
Suposto parentesco: Refutou laços familiares com uma mulher mencionada em postagens virais, explicando que a semelhança nominal é apenas uma coincidência explorada para sustentar teorias mentirosas.
O pronunciamento surge logo após a entrega do inquérito policial ao Ministério Público de Santa Catarina. No documento final, a instituição requereu a internação de um jovem indicado como agressor do animal, além de sugerir o indiciamento de indivíduos adultos que teriam tentado coagir testemunhas, baseando-se nas provas coletadas.