Suzane Von Richthofen pode ser investigada pelo furto em casa de tio

Caso seja indiciada por furto, Suzane pode regredir para o regime fechado novamente

10/02/2026 às 11h46
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Compartilhe:
Reprodução: O Globo
Reprodução: O Globo

O falecimento de Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane von Richthofen, ocorrido em 9 de janeiro, desencadeou um embate jurídico e policial pela herança do médico. A Polícia Civil paulista instaurou um procedimento para apurar o roubo de bens na residência do falecido logo após o óbito. Silvia Magnani, prima de Suzane, é aguardada na 27ª DP (Campo Belo) às 10h30 para prestar esclarecimentos e fornecer um inventário minucioso dos objetos que teriam desaparecido do local, conforme reportado pelo jornal O Globo.

A investigação foca agora em Suzane, que deverá justificar a entrada no imóvel, a retirada de pertences sem aval da Justiça e o fato de ter lacrado o portão com chumbo. Caso o indiciamento por furto se concretize, a liberdade de Suzane estaria em xeque. Atualmente sob regime aberto após a condenação pelo parricídio de 2002, ela é obrigada por lei a não se envolver em novas práticas delituosas, sob pena de retornar à prisão.

Miguel Abdalla foi encontrado sem vida em sua casa na capital no início do ano. Relatos indicam que Silvia e Suzane tentaram obter as chaves com um vizinho, que negou o pedido. No dia seguinte, um indivíduo mascarado teria escalado o muro para furtar documentos. A Polícia Civil, por meio de nota, confirmou que o 27º DP (Ibirapuera) busca identificar o invasor da Rua Baronesa da Bela Vista através de perícias, análises de câmeras e depoimentos.

Silvia pretende entregar às autoridades uma lista detalhada das perdas, que inclui mobília de luxo, como um conjunto de mesa em cerejeira, além de eletrodomésticos e itens de valor afetivo e colecionável. Entre os objetos listados estão:

  • Obras de arte (telas a óleo e uma reprodução de Miró);

  • Relíquias de estanho e cerâmica;

  • Acervo de bonecas raras (Barbies e modelos americanos);

  • Mais de 50 brinquedos importados, discos de vinil e CDs;

  • Equipamentos esportivos, como raquetes e acessórios de montaria.

Um automóvel da marca Subaru, com valor estimado em R$ 200 mil, também foi removido sem ordem judicial. Suzane admitiu posteriormente ter levado o veículo, alegando que sua intenção era resguardar propriedades que herdaria futuramente.

Embora sob suspeita, Suzane foi designada pela Justiça como inventariante da herança, avaliado em R$ 5 milhões. Como o médico não deixou testamento, a divisão deve ocorrer entre ela e Silvia. Andreas von Richthofen, irmão de Suzane, possui direitos legais na partilha, mas não manifestou desejo de integrar o processo até o momento.

Silvia deve relatar à polícia que foi ela quem cuidou dos trâmites fúnebres e da liberação do corpo em Pirassununga, enquanto presenciava sinais sucessivos de invasão na casa do tio. No processo sucessório, a prima pretende questionar a competência de Suzane para gerir o patrimônio.

Silvia utiliza como argumento o fato de o jazigo de Manfred e Marísia von Richthofen ter acumulado dívidas, quase indo a leilão, e afirma que a sobrinha jamais visitou o túmulo dos pais ou esteve no velório do tio.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários