Haddad diz que discute eleições com Lula e cita São Paulo entre os cenários

Ministro da Fazenda afirma viver momento de tranquilidade, evita falar em candidatura e diz que foco segue no trabalho econômico

10/02/2026 às 13h12
Por: Natália Raquel
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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que mantém conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o cenário eleitoral no País. Segundo ele, os diálogos envolvem São Paulo e outros locais, sem definição sobre uma eventual candidatura. A declaração foi feita durante a CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.

Haddad disse estar confortável com a posição que ocupa atualmente no debate político e relatou receber manifestações de apoio para disputar eleições, mas evitou assumir qualquer projeto eleitoral. De acordo com o ministro, as conversas com Lula ocorrem de forma tranquila. Ele afirmou que o presidente pede sua opinião sobre temas políticos e estratégicos, e que há troca constante de avaliações. “Nós vamos caminhar”, disse, ao comentar a relação com o chefe do Executivo.

Haddad também falou sobre o campo da oposição. Avaliou que os votos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso, tendem a ser transferidos quase automaticamente para o nome que vier a ser indicado como seu representante. Para ele, o eleitorado bolsonarista mantém fidelidade ao líder, independentemente do candidato escolhido.

Questionado se uma eventual disputa contra o senador Flávio Bolsonaro seria mais fácil, o ministro evitou responder. Limitou-se a dizer que o comportamento do eleitor de Bolsonaro não deve variar de forma significativa conforme o substituto.

Sobre uma possível sucessão presidencial em 2030, Haddad desconversou. Disse que prefere concentrar esforços nas atribuições atuais e que ainda há muito trabalho pela frente. Ressaltou, no entanto, que os resultados alcançados nos últimos três anos não podem ser desconsiderados.

Para o ministro, a trajetória política é consequência direta do desempenho em cada função exercida. Segundo ele, pensar em cargos futuros enquanto se ocupa um posto relevante aumenta o risco de erros. O foco, afirmou, segue sendo fazer bem o trabalho para o qual foi convidado.

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