
O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, comentou novamente, nesta quarta-feira (11), a respeito da intervenção e liquidação forçada do Banco Master, decretada pelo órgão regulador em novembro de 2025.
Durante sua intervenção em um evento organizado pelo BTG Pactual, na capital paulista, Galípolo enalteceu a cooperação entre a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público (MP) na apuração de possíveis condutas ilícitas na instituição financeira. Ele também destacou a relevância do jornalismo investigativo no processo.
“Desde o primeiro momento, percebemos que era um tema que extrapolava a supervisão bancária e demandava fazermos as comunicações que tivemos que fazer e envolver PF e o MP. O mercado financeiro fica com uma grande dívida com a PF, que tem feito um trabalho fantástico”, pontuou Galípolo.
Na visão do economista, o colapso do Banco Master representou um “evento específico”, ressaltando que incidentes desta natureza são riscos inerentes a qualquer sistema financeiro global.
O presidente relembrou outros obstáculos enfrentados recentemente pela instituição:
“Também tivemos, no meio do ano, uma série de ataques, inicialmente identificados como ciberataques, que demandaram uma resposta rápida e ativa do BC. E, para isso, foi essencial contar com a parceria das principais instituições e do mercado, para que fizéssemos na dosagem correta”, detalhou.
Ao encerrar sua participação, sob forte ovação dos presentes, Galípolo pregou a evolução contínua dos mecanismos de controle e a importância da clareza institucional:
“O que precisamos é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros. Jogar a luz do sol é sempre o melhor desinfetante em um processo como esse”, finalizou.