
A treta exposta por Carlinhos Salgueiro com Milton Cunha, que sacudiu os bastidores do Carnaval, encontrou um novo desfecho: o acompanhamento psicológico. Depois de contar em um podcast uma antiga desavença com o comunicador e, logo em seguida, demonstrar remorso, o artista buscou o divã para processar feridas do passado e o impacto do estrelato que veio com o título de "professor da Virginia".
O artista revelou que a agremiação onde atua ofereceu suporte emocional para que ele pudesse organizar seus sentimentos. Segundo ele:
"A escola (Salgueiro) me deu todo o aparato de um psicólogo, porque agora eu vou ter essa oportunidade de falar. Foi o presidente André (Vaz) que falou pra mim que vou ter disponibilidade de um terapeuta para me tirar essas trancas do passado. Foi muito bom, because eu sou uma pessoa que tenho gatilhos. Eu tive uma infância muito difícil, então, sou uma pessoa, às vezes, agressiva para me defender", explica.
Carlinhos assegura que a retratação pública não foi uma imposição da escola, mas uma decisão consciente sobre seu comportamento recente:
"Eu levo como um aprendizado. Eu não estava com consciência da minha popularidade. Da minha representatividade, sim. Mas num momento de exaustão, cansaço, eu me exaltei. Não retiro o que eu falei. Realmente houve a treta, sim, mas eu acho que era uma coisa pessoal".
A análise terapêutica também foca na transição do asfalto do samba para o topo das redes sociais. Embora já fosse uma estrela no Rio de Janeiro, a parceria com Virginia Fonseca elevou seu nome a outro patamar de repercussão pública, onde cada declaração é amplificada.
Em entrevista à Mônica Ramos, no programa "Gente do Rio", da Band, que será exibido no próximo sábado (14), ele refletiu sobre a pressão:
"Eu, do nada... Não que não tivesse a visibilidade. Mas, agora, se eu falar assim: 'Ó, seu óculos é vermelho', aí já falam, 'Carlinhos não sei o que falou que seu óculos é feio'. Então, as pessoas distorcem muito. Há mal que vem para o bem. Acho que não tinha necessidade (de expôr a treta), não era o momento, mas, um dia, eu acho que uma conversa (com Milton) pode ser tida e, pelo menos, eu falei tudo o que eu tinha que falar. E foi, passou".