Ex-Flamengo, Rodinei é acusado de abandono afetivo de filho de 11 anos; entenda o caso

O processo detalha a ausência de convivência com a criança de 11 anos e aponta uma grande diferença no padrão de vida entre os filhos que moram na Europa e o que reside no Brasil.

19/02/2026 às 19h10 Atualizada em 19/02/2026 às 19h30
Por: Redação
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Rodinei. Foto Reprodução/guararemanews
Rodinei. Foto Reprodução/guararemanews

O lateral direito Rodinei, que marcou época no Flamengo e hoje defende o Olympiacos da Grécia, enfrenta uma disputa judicial delicada na Vara da Família e Sucessões de Caldas Novas, em Goiás. De acordo com informações divulgadas pelo portal Léo Dias, o jogador é acusado de abandono afetivo em relação a um filho de 11 anos, fruto de um relacionamento anterior. O processo, que corre sob segredo de justiça, aponta que o atleta mantém distância emocional da criança e restringe o contato com a mãe apenas ao envio de comprovantes de pagamento por e-mail.

A gravidade das alegações inclui o impacto na saúde mental do menor, que estaria apresentando quadros de ansiedade infantil e sofrendo bullying no ambiente escolar por não conviver com o pai famoso. A defesa do menino destaca ainda uma disparidade entre o padrão de vida dele e o dos outros filhos de Rodinei que moram na Europa. Enquanto os irmãos desfrutam de educação bilíngue e infraestrutura de alto nível, o filho brasileiro viveria uma realidade distinta, o que fundamenta a acusação de tratamento desigual.

Diante do cenário financeiro atual do jogador, cujos rendimentos mensais são estimados em cerca de R$ 1 milhão, a Justiça determinou um aumento significativo na pensão alimentícia. O valor, que antes era de R$ 5 mil, foi reajustado para aproximadamente 32 salários mínimos, totalizando cerca de R$ 52 mil mensais. O montante leva em conta a capacidade econômica do lateral desde que se transferiu para o futebol europeu e o aumento das necessidades da criança.

No âmbito jurídico, é importante esclarecer que o abandono afetivo não é configurado como um crime dentro do Código Penal. Na verdade, ele se enquadra na esfera do Direito Civil como um descumprimento do dever de convivência e cuidado previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. O entendimento do judiciário brasileiro é de que a ausência voluntária e a falta de amparo emocional podem gerar danos morais indenizáveis, obrigando o genitor a compensar financeiramente o sofrimento causado ao filho.

Rodinei possui uma carreira de grande sucesso no futebol profissional, tendo vivido seu ápice no Flamengo entre 2016 e 2022. No clube carioca, ele conquistou títulos importantes como a Copa Libertadores, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, onde foi o autor do gol do título na decisão por pênaltis. Atualmente com 34 anos, o defensor segue como peça fundamental no Olympiacos, da Grécia, onde consolidou sua trajetória internacional após passar por clubes como Ponte Preta, Internacional e o CRAC de Goiás.

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