Delegado do caso Orelha abdica do cargo para concorrer às eleições 2026

O atual delegado-geral, Ulisses Gabriel, confirmou que se afastará do cargo para focar em sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa. Filiado ao Partido Liberal (PL), ele busca conquistar uma cadeira como deputado estadual no próximo pleito

20/02/2026 às 10h33
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Delegado-Geral Ulisses Gabriel - Reprodução: Instagram
Delegado-Geral Ulisses Gabriel - Reprodução: Instagram

O comando da Polícia Civil de Santa Catarina passará por mudanças no dia 1º de março. O atual delegado-geral, Ulisses Gabriel, confirmou que se afastará do cargo para focar em sua pré-candidatura à Assembleia Legislativa. Filiado ao Partido Liberal (PL), ele busca conquistar uma cadeira como deputado estadual no próximo pleito.

Ulisses assumiu a chefia da instituição em janeiro de 2023, por escolha direta do governador Jorginho Mello. Sua trajetória na corporação começou em 2007, consolidando uma carreira que inclui a titularidade em delegacias de Orleans e Urussanga, além de coordenar a unidade especializada em Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso na cidade de Criciúma.

Esta não será a primeira vez do delegado no universo parlamentar. Em 2018, alcançou a posição de segundo suplente ao somar mais de 28 mil votos. Já em 2020, exerceu o mandato temporariamente por 45 dias, substituindo o deputado Milton Hobus durante seu período de licença.

Durante sua passagem pela chefia da segurança catarinense, Gabriel esteve à frente de episódios que dominaram o noticiário:

  • Bem-estar animal: A intensa mobilização em torno do caso envolvendo o cão Orelha.

  • Saúde Pública: Operações de combate a crimes ambientais e a chocante investigação sobre o processamento e venda clandestina de carne de equinos para alimentação humana na região Sul do estado.

A destituição do cargo ocorre para cumprir o cronograma estipulado pela Justiça Eleitoral, que exige que ocupantes de cargos diretivos no funcionalismo público deixem suas funções meses antes das eleições. Até o momento, o governo estadual não oficializou o nome do sucessor que herdará a liderança da Polícia Civil.

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