Mendonça reduz sigilo do caso Master e PF terá mais autonomia nas investigações; entenda

O ministro adotou um estilo diferente de Dias Toffoli, que deixou a relatoria das investigações há uma semana

20/02/2026 às 10h40
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ministro André Mendonça - Reprodução: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES
Ministro André Mendonça - Reprodução: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

Apenas sete dias após assumir a relatoria do inquérito que apura irregularidades financeiras no Banco Master perante o Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro André Mendonça optou por flexibilizar o sigilo dos autos e conceder maior liberdade de atuação aos agentes da Polícia Federal (PF).

A determinação, oficializada nessa quinta-feira (19), marca uma mudança de postura na condução do processo, distanciando-se do método anteriormente estabelecido pelo ministro Dias Toffoli, que era o responsável pelas diligências até então.

A decisão de Mendonça sinaliza uma nova fase para as investigações, priorizando dois pilares fundamentais:

  • Transparência Gradual: Ao diminuir a restrição de acesso aos documentos, o magistrado permite que o andamento do caso seja acompanhado com menos entraves burocráticos.

  • Empoderamento Investigativo: A Polícia Federal agora detém prerrogativas mais amplas para gerir as frentes de trabalho sem a necessidade de validações constantes que antes centralizavam o comando no gabinete do antigo relator.

O movimento é interpretado nos bastidores jurídicos como uma tentativa de dar agilidade ao esclarecimento das supostas fraudes, permitindo que o corpo técnico da PF avance de forma mais independente.

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