Janja impede entrada de ministros e expulsa filha de Lula de sala do Sambódromo; entenda

O incidente ocorreu durante a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao petista. Embora o camarote estivesse repleto de aliados e parentes, o acesso ao núcleo onde Lula se encontrava era rigorosamente controlado por Janja

20/02/2026 às 11h16 Atualizada em 23/02/2026 às 19h14
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: F. de São Paulo
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Janja e Lurian - Reprodução: Instagram
Janja e Lurian - Reprodução: Instagram

O desfile das escolas de samba na Marquês de Sapucaí foi palco de um embate familiar intenso no último domingo (15). A primeira-dama, Janja da Silva, teria expulsado Lurian da Silva, filha do presidente Lula, de uma área exclusiva reservada ao mandatário no camarote da prefeitura carioca.

O incidente ocorreu durante a homenagem da Acadêmicos de Niterói ao petista. Embora o camarote estivesse repleto de aliados e parentes, o acesso ao núcleo onde Lula se encontrava era rigorosamente controlado por Janja.

Lurian acessou o local privativo acompanhada de Thiago, neto do presidente, para saudar o pai. Contudo, a permanência prolongada da filha não agradou a primeira-dama. Janja teria sinalizado que o encontro deveria se limitar a um cumprimento rápido, sem espaço para diálogos extensos.

A resistência de Lurian em sair desencadeou um confronto verbal direto. Segundo testemunhas, Janja elevou a voz e disparou: "Aqui não é lugar para isso", exigindo a retirada da enteada. O desentendimento aconteceu sob os olhares de Geraldo e Lu Alckmin.

Lurian não recuou e rebateu a postura da madrasta, sugerindo que Janja desconhece a dinâmica de uma estrutura familiar e os vínculos entre os pais e seus filhos. O barulho da discussão vazou pela porta aberta, sendo captado por assessores que circulavam pelo corredor.

A rigidez no controle do fluxo não afetou apenas a família, mas também o gabinete ministerial:

  • Ambiente Hostil: Ministros descreveram o clima como "pesado", já que muitos eram barrados na entrada da sala exígua sob a justificativa de evitar aglomerações.

  • O Caso Margareth Menezes: A ministra da Cultura viveu uma situação desconfortável ao ter seu acesso negado, enquanto seu próprio secretário-executivo, Márcio Tavares — amigo íntimo de Janja —, permanecia no recinto o tempo todo.

Em comunicado, a pasta da Cultura justificou que o secretário estava em missão oficial, guiando o presidente nos cumprimentos às agremiações, e sugeriu que critérios de entrada são de responsabilidade do Planalto.

Apesar de ter sido vista emocionada após o ocorrido, Lurian negou qualquer atrito em contato com a imprensa: "Eu nem vi a Janja. Só vi o meu pai. Ela não estava na sala quando eu entrei".

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