
Após enfrentar a brutalidade de um ataque que chocou o país, Juliana Garcia dos Santos compartilhou a evolução de sua recuperação. Vítima de 61 golpes desferidos pelo ex-companheiro, Igor Eduardo Pereira Cabral, ela se submeteu a um novo procedimento de reconstrução facial para reparar as sequelas deixadas pela violência.
As agressões resultaram em diversas fraturas ósseas, levando à desfiguração de suas feições. Para reverter o quadro, Juliana passou por uma técnica complexa denominada osteossíntese, que visa restabelecer a estrutura da face.
A operação ocorreu no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL). O sucesso da intervenção dependeu de um corpo técnico diversificado, incluindo especialistas em traumatologia buco-maxilo-facial, além de anestesistas e enfermeiros dedicados ao caso.
O ataque aconteceu em 26 de julho do último ano, em um edifício no bairro de Ponta Negra, em Natal (RN). O circuito interno de TV de um elevador imortalizou as cenas de horror: em um intervalo de apenas 36 segundos, enquanto a cabine descia do 16º andar ao térreo, Juliana foi atingida por dezenas de socos.
Igor Cabral, estudante e ex-atleta de basquete, foi detido preventivamente. Em sua defesa, ele apresentou uma justificativa controversa:
Alegação do agressor: Afirmou ter sofrido um surto de claustrofobia e que a vítima o teria insultado e danificado sua roupa.
Motivação segundo a vítima: Juliana sustenta que o ataque foi motivado por crises de ciúmes.
A Polícia Civil conduz o caso sob a tipificação de tentativa de feminicídio, dada a gravidade das lesões e a natureza da relação entre os envolvidos.
Veja o resultado da cirurgia:

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