
A decisão de Bruna Biancardi de diminuir a exposição de suas filhas com Neymar nas redes sociais voltou a colocar em evidência um tema que vem dividindo opiniões. O assunto ganhou ainda mais repercussão ao ser comparado com casos como o de Virginia Fonseca, frequentemente citada nas discussões sobre a presença constante dos filhos no ambiente digital.
Em conversa com o portal Metrópoles, a advogada Silvana Campos, especialista em direito da família, destacou que o Brasil já possui mecanismos que garantem a proteção da imagem de crianças e adolescentes, com base no Estatuto da Criança e do Adolescente.
“A legislação brasileira já prevê a proteção da imagem e da dignidade da criança”, explicou. Ainda assim, ela destaca que o debate evolui com as redes sociais, principalmente quando há exposição considerada excessiva ou constrangedora.
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A especialista ressalta que não há uma proibição direta, mas existem limites. “Os pais podem compartilhar momentos, mas precisam garantir que isso não viole a intimidade, a segurança ou a dignidade dos filhos”, afirmou, alertando que situações vexatórias ou exageradas podem, sim, parar na Justiça.
Sobre a possibilidade de perda da guarda, Silvana é direta: trata-se de uma medida extrema. “Pode acontecer em casos específicos, quando há negligência ou prejuízos reais ao desenvolvimento”, disse, reforçando que o foco do Judiciário é sempre o bem-estar da criança.
No campo psicológico, o alerta também é forte. A psicóloga Anastacia Cristina Macuco Brum Barbosa, também em entrevista ao Metrópoles, explicou que a infância é um período crucial para a formação da identidade e que a superexposição pode interferir diretamente nesse processo.
“A criança começa a se enxergar mais pelo olhar dos outros do que pelo que sente”, afirmou. Segundo ela, isso pode gerar dependência de aprovação, dificuldade emocional e comportamentos voltados a agradar.
Outro ponto levantado é a falta de maturidade para lidar com essa exposição. “O que hoje parece simples pode causar desconforto no futuro”, explicou, destacando a importância de preservar a intimidade.
A orientação, segundo especialistas, é que os pais repensem o que compartilham. Nem tudo precisa ser publicado, principalmente quando envolve crianças em fase de desenvolvimento.