Em relatório final, relator da CPMI do INSS defende prisão preventiva de Lulinha

O relatório final do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) pede o indiciamento de 216 pessoas e aponta que o filho do presidente Lula teria recebido repasses mensais de R$ 300 mil em esquema criminoso.

27/03/2026 às 19h53
Por: Redação
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Lulinha. Créditos: Juca Varella/Estadão - Conteúdo
Lulinha. Créditos: Juca Varella/Estadão - Conteúdo

O cenário político em Brasília foi sacudido nesta sexta-feira (27) com a leitura do relatório final da CPMI do INSS. O documento, apresentado pelo relator Alfredo Gaspar (PL-AL), pede o indiciamento de 216 investigados e traz um pedido de peso: a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O filho mais velho do presidente é acusado de participação em organização criminosa e recebimento de valores indevidos.

De acordo com o relatório, Lulinha mantinha uma relação próxima com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o líder do esquema de fraudes. O texto detalha que o filho do presidente teria atuado como um facilitador de acesso em decisões administrativas no Ministério da Saúde e na Anvisa, valendo-se de seu prestígio familiar. Depoimentos colhidos pela comissão citam repasses mensais de R$ 300 mil a Lulinha, além de uma antecipação recente de R$ 25 milhões por meio de projetos fantasmas.

A defesa de Fábio Luís reagiu com indignação, classificando o pedido de indiciamento como uma manobra de caráter puramente eleitoral por parte do relator. O advogado Marco Aurélio de Carvalho afirmou que "não há um único elemento nos autos que justifique a sugestão" e negou qualquer relação direta ou indireta de seu cliente com os fatos investigados, criticando ainda o vazamento do sigilo bancário de Lulinha.

O pedido de prisão preventiva baseia-se não apenas na gravidade das acusações, mas também no fato de Lulinha ter deixado o Brasil no momento em que a operação foi deflagrada. Enquanto o relatório agora segue para votação e posterior análise do Ministério Público, a CPMI se torna palco de uma disputa ferrenha: governistas já articulam um relatório alternativo pedindo o indiciamento de Jair Bolsonaro e seu filho, Flávio, em uma tentativa de contra-atacar as conclusões de Gaspar.

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