
O advogado de Stênio Garcia, Luiz Mantovani, emitiu uma nota oficial à imprensa para esclarecer os detalhes do processo que envolve o ator veterano e suas filhas, Cássia e Gaya. No documento, o profissional afirma que a ação judicial, que disputa a posse de um imóvel de alto padrão, não se trata de um ataque direto às herdeiras.
Segundo o advogado, a medida foi tomada para garantir os direitos básicos do artista na fase atual de sua vida. “A ação é um ato de subsistência e autopreservação da dignidade de Stênio que, hoje, contabiliza 93 anos”, destacou no texto.
Na nota oficial, a defesa do ator rebateu a forma como o assunto vinha sendo tratado publicamente e reforçou o direito à privacidade da família:
“Stênio Garcia vem, por meio desta nota e através de seus signatários in fine assinados, esclarecer o que segue: Nas últimas semanas, uma questão de cunho íntimo ganhou a mídia e rapidamente obteve repercussão nacional. O processo que tem como objeto a disputa por um imóvel não é uma ação contra suas filhas, como vem sendo diuturnamente divulgado; a ação é um ato de subsistência e autopreservação da dignidade de Stênio que, hoje, contabiliza 93 anos”, diz o início do comunicado.
O representante legal também fez questão de exaltar a trajetória profissional de Stênio e pediu empatia por parte do público e dos veículos de imprensa. “Stênio Garcia é patrimônio imaterial da cultura nacional e doou seus melhores anos de vida ao entretenimento da nação brasileira. Como artista, entende a preocupação de seus fãs e a curiosidade do público; contudo, algumas dores devem ser vivenciadas no ambiente reflexivo da privacidade, como neste caso específico em que a lei se mistura ao amor paternal de Stênio pelas filhas e ao desapontamento com as condutas apresentadas.”
Ao final da nota, o advogado informou que medidas cíveis e criminais estão sendo adotadas e demonstrou plena confiança no Poder Judiciário do Rio de Janeiro para a resolução do conflito.
Stênio Garcia acionou a Justiça por conta de um apartamento localizado em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O ator afirma ter direito ao usufruto vitalício da propriedade e acusa as filhas de estarem ocupando o bem de forma injusta e contrária aos seus direitos legais. O veterano solicita que a Justiça reconheça formalmente o seu direito de usufruto e determine a imissão na posse do imóvel o que permitiria a ele assumir o controle total da propriedade e retirar as filhas do local. O valor atribuído à causa é de R$ 2,5 milhões.