
O cenário eleitoral de 2026 para o Senado em São Paulo amanheceu estagnado. De acordo com o mais recente levantamento Atlas/Estadão, publicado nesta terça-feira (31), os nomes de Simone Tebet (PSB), Guilherme Derrite (PP) e Marina Silva (Rede) protagonizam um empate técnico rigoroso na briga pelas duas vagas disponíveis. A liderança tripla se consolida quando analisados os dois votos a que cada cidadão tem direito para a Casa Alta.
Numericamente, a recém-filiada ao PSB, Tebet, aparece ligeiramente à frente. Sua decisão de trocar a base eleitoral do Mato Grosso do Sul por São Paulo foi estratégica: além de fugir da resistência da esquerda em seu estado natal, Tebet busca impulsionar o palanque de Fernando Haddad (PT). A ministra capitaliza o capital político obtido em 2022, quando sua performance no maior colégio eleitoral do país a ajudou a garantir a terceira posição na corrida presidencial.
No somatório das duas escolhas do eleitorado, os números desenham um quadro de competitividade extrema:
Simone Tebet (PSB): 22,6%
Guilherme Derrite (PP): 22%
Marina Silva (Rede): 19,6%
Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, os três estão tecnicamente igualados.
Derrite surge como a face consolidada do bolsonarismo na disputa, ganhando musculatura após sua gestão na Secretaria de Segurança Pública sob Tarcísio de Freitas. Já Marina Silva, que enfrenta tensões internas na Rede Sustentabilidade, estuda migrar para o PT. Para oficializar sua jornada rumo ao Senado, Marina precisa se desvincular do Ministério do Meio Ambiente até 4 de abril, respeitando o rito legal de desincompatibilização.
Atrás dos líderes, o vice-prefeito paulistano Mello Araújo (PL) aparece com 14,8%. Ele é o favorito de Jair Bolsonaro, mas enfrenta um "fogo amigo" considerável. Outros nomes da ala conservadora buscam espaço, como:
Mário Frias, que articula apoio com a família Bolsonaro;
Marco Feliciano e Gil Diniz, que correm por fora na disputa interna.
Ainda no campo da direita, Ricardo Salles, agora de volta ao Partido Novo, registra 11,1% das intenções. No extremo oposto do gráfico, Paulinho da Força detém 0,5%.
O Atlas também projetou uma simulação onde Fernando Haddad abriria mão do Governo do Estado para tentar o Senado, enfrentando Mário Frias como o nome da direita.
Nesta hipótese, o empate técnico se mantém, mas com ligeira inversão numérica: Derrite lideraria com 22,1%, seguido de perto por Haddad (21,8%) e Marina (19,7%). Salles e Frias apareceriam com 12,8% e 12,3%, respectivamente.
| Detalhe | Informação |
| Amostragem | 2.254 eleitores de São Paulo |
| Período | 24 a 27 de março |
| Metodologia | Recrutamento digital aleatório |
| Margem de Erro | 2 pontos percentuais (para mais ou menos) |
| Confiança | 95% |
| Registro TSE | BR-01079/2026 |