Rachel Sheherazade defende o Bolsa Família e desabafa “Não substitui a necessidade de um trabalho formal”

Em vídeo publicado nas redes sociais, Rachel Sheherazade questiona a hostilidade contra o programa de assistência social e aponta raízes históricas e elitismo no Brasil.

01/04/2026 às 17h41 Atualizada em 01/04/2026 às 18h13
Por: Redação
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Raquel Sheherazade: Reprodução/ Antonio Chahestian/RECORD
Raquel Sheherazade: Reprodução/ Antonio Chahestian/RECORD

Rachel Sheherazade utilizou suas redes sociais para trazer à tona um debate que há anos divide o Brasil: a reação agressiva de parte da população contra o Bolsa Família. Em um desabafo direto, a jornalista questionou a origem de tanta raiva direcionada a um programa de transferência de renda voltado para tirar pessoas da extrema pobreza. Para ela, o incômodo não nasce de uma preocupação puramente econômica, mas sim de uma dificuldade crônica da sociedade em lidar com a mobilidade social dos mais vulneráveis.

Sheherazade foi enfática ao desmontar o velho clichê de que o benefício serve como um "incentivo à preguiça" ou que acomoda o cidadão. Ela classificou essa visão como cruel e totalmente desconectada da realidade, lembrando que os valores pagos pelo programa mal cobrem as necessidades mais básicas de sobrevivência e jamais seriam capazes de competir com a busca por um emprego formal digno. O programa, segundo sua análise, funciona como uma boia de salvamento, e não como uma escolha de vida confortável.

A jornalista foi além e direcionou sua crítica à hipocrisia social ao comparar a revolta gerada pelo auxílio aos pobres com o silêncio diante de grandes concessões estatais. Sheherazade questionou onde está a indignação pública contra o que chamou de "bolsa bilionário" referindo-se às vultosas desonerações fiscais, incentivos a grandes conglomerados e juros da dívida que beneficiam as camadas mais ricas e o topo do empresariado, sem sofrerem o mesmo julgamento moral.

Por fim, o vídeo associa essa aversão ao Bolsa Família a traços de uma herança escravocrata ainda pulsante no país. Sheherazade argumenta que parte da elite e da classe média se sente incomodada ao ver pessoas que historicamente "nasceram para servir" ocupando espaços de consumo, aeroportos ou universidades. Como era de se esperar, a publicação gerou forte polarização na internet, dividida entre os que aplaudiram a coragem da análise e os que mantêm duras críticas à política de assistência do governo.

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