
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom nesta quarta-feira ao falar sobre a fiscalização dos preços do diesel no país. Em entrevista concedida ao Grupo Cidade de Comunicação, no Ceará, o chefe do Executivo garantiu que o governo federal, em conjunto com os estados, está monitorando de perto os postos e que as ações de fiscalização resultarão em punições severas.
Lula relembrou as medidas adotadas por sua gestão, como a redução a zero das alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel o que representou uma queda de R$ 0,32 por litro , e acusou comerciantes de má-fé por não repassarem essa redução ao consumidor final.
"O que acontece é que como tem gente mau-caráter nesse país, tem gente que mesmo recebendo para não aumentar, está aumentando", disparou o presidente. Ele confirmou o envolvimento da Polícia Federal e de Procons estaduais na força-tarefa: "Nós vamos ter que colocar alguém na cadeia". disse Lula.
Durante a entrevista, o petista também mandou um recado externo ao afirmar que o Brasil não permitirá que a "guerra do seu Trump e do seu Netanyahu" impacte diretamente os preços dos produtos nacionais, fazendo referência direta aos líderes dos Estados Unidos e de Israel.
Lula ainda classificou o conflito com o Irã como "desnecessário" e fez questão de distanciar suas políticas de contenção de preços das que foram adotadas na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro.