Julinho Casares defende: “cães de utilidade pública podem salvar vidas” e apoia adestrador em projetos sociais

Proposta une proteção animal, inclusão social e treinamento especializado para transformar cães abandonados em agentes de apoio, resgate e assistência à população

03/04/2026 às 09h55
Por: Natália Raquel
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Foto: Divulgação
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Em um país onde milhões de cães aguardam por uma chance em abrigos ou sobrevivem nas ruas, uma ideia começa a ganhar força e emocionar: e se esses mesmos cães pudessem salvar vidas? No Brasil, onde o povo “se vira nos trinta” todos os dias, surge uma proposta que une sensibilidade, inteligência e estratégia: transformar cães abandonados em cães de utilidade pública.

O encontro entre Julinho Casares, apresentador da Record TV e protetor dos animais, e o adestrador Glauco Lima trouxe à tona uma discussão urgente. De um lado, a realidade brasileira: superlotação de abrigos, abandono crescente e milhares de cães invisíveis. Do outro, modelos internacionais consolidados e dois projetos sociais estruturados que podem mudar a vida de muitas famílias.

Nos Estados Unidos e na Europa, cães de serviço podem custar entre 45 mil dólares (alerta médico para diabetes) e 60 mil dólares (assistência para autismo). Esses cães passam por um processo rigoroso que inclui seleção, socialização e treinamento técnico avançado, muitas vezes com programas dentro de presídios, onde detentos participam da formação inicial.

Glauco Lima vai além da observação desses modelos e apresenta uma solução já testada e validada no Brasil, através do seu método inédito intitulado Sniffers.

“Promovo a conexão através de uma metodologia prática que desenvolve obediência, equilíbrio emocional e comunicação entre cão e humano. Mais do que teoria, existe uma estratégia pronta para execução, com potencial de expansão em escala nacional que pode empregar e fazer o bem”. Para Julinho Casares, é preciso mais do que nunca apoiar e divulgar essa causa.

“Para que toda essa transformação aconteça em escala, é fundamental a criação de políticas públicas estruturadas, protocolos de certificação para cães de utilidade pública, programas oficiais de treinamento e reabilitação e, claro, projetos de lei que garantam qualidade, segurança e acesso”, pontua.

O apresentador se mostrou empolgado e à disposição para ajudar a divulgar o segundo projeto do adestrador: o programa “Segunda Chance”, inspirado em iniciativas dos Estados Unidos, onde detentos em regime semiaberto participam da reabilitação por meio do manejo e treinamento de cães.

“Esse modelo já foi testado no Brasil e validado na prática”, informa Glauco.

A proposta é clara e poderosa: cães de abrigo recebem educação inicial dentro desses programas e, posteriormente, seguem para treinamento avançado, tornando-se cães de serviço.

“Imagina a família poder dormir tranquila sabendo que existe um alerta natural dentro da sua casa que preza pela saúde de seus indivíduos? Hoje existem treinamentos distintos para tutores com Diabetes, Autismo, perda de visão e outros transtornos”, revela Juninho.

Hoje, o Brasil possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes, o equivalente a 1 em cada 10 brasileiros. Considerando familiares, o impacto pode alcançar até 60 milhões de pessoas.

“Outro dado que não pode ser ignorado se refere aos cães de abrigo: estima-se que o Brasil tenha entre 170 mil e 200 mil cães vivendo em abrigos, aguardando adoção. Fora os milhões que ainda estão nas ruas”, lembra.

Agora imagine transformar parte desses cães em agentes ativos na sociedade. De acordo com os especialistas, os cães vão além do apoio psicológico e da companhia. Com conhecimento adquirido internacionalmente, Glauco Lima trouxe ao Brasil técnicas de salvamento aquático com cães, onde os animais auxiliam guarda-vidas a resgatar pessoas em risco no mar  uma aplicação que une performance, treinamento e utilidade pública.

“O caminho está desenhado, mas precisa de apoio e, por isso, eu e Juninho unimos forças. Porque essa pode ser a grande virada da causa animal no Brasil: dar propósito aos cães que ninguém vê e, ao mesmo tempo, salvar vidas humanas todos os dias. Um novo olhar já começou. E ele pode mudar tudo”, finaliza o adestrador.

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