
O chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas, iniciou uma ofensiva nos bastidores para angariar o apoio do Republicanos à candidatura antecipada do senador Flávio Bolsonaro (PL) rumo ao Planalto em 2026.
Conforme relatos de pessoas próximas, o governador enxerga viabilidade na estruturação de uma coligação com o Partido Liberal e planeja mergulhar nas tratativas internas da agremiação. Esse movimento surge em um cenário de fragmentação dentro da sigla sobre o rumo a ser tomado no pleito sucessório.
Atualmente, o Republicanos exibe um mosaico de interesses regionais conflitantes. Lideranças da porção setentrional do país tendem à isenção ou preservam laços com a administração de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao passo que quadros das regiões Sul e Centro-Oeste já convergem para o plano eleitoral de Flávio.
A cúpula partidária estima que o martelo sobre o alinhamento presidencial só será batido em maio. Há um descontentamento latente na legenda devido à percepção de que o PL não tem retribuído com suporte aos nomes do Republicanos que almejam governos estaduais em cinco unidades da federação.
Neste momento, a inclinação predominante entre os filiados, de acordo com informantes, aponta para uma postura de não interferência na corrida pela Presidência.
Diante da relevância de Tarcísio no cenário político, um grupo interno tem demandado que ele assuma as rédeas dessa discussão com maior vigor. A missão do governador será mitigar os atritos com o PL e contornar os redutos regionais onde a simpatia por Lula ainda prevalece.
A participação mais incisiva do governador paulista nos diálogos tem o potencial de apressar a convergência de ideias e alterar a rota da sigla no jogo de xadrez eleitoral. Contudo, interlocutores ressaltam que a adesão ao projeto bolsonarista está condicionada a um consenso majoritário.