
Nesta segunda-feira (6), a influenciadora trans, Apoline causou repercussão ao questionar a escolha de Erika Hilton (PSOL) para a presidência da Comissão da Mulher. Em vídeos compartilhados nos stories de Rico Melquiades, a influenciadora manifestou descontentamento com a nomeação da parlamentar para o cargo, levantando um debate sobre representatividade.
Embora tenha ressaltado que admira a trajetória política e a história de Erika Hilton, Apoline foi direta ao afirmar que não considera a parlamentar a escolha adequada para o cargo em questão. Segundo a influenciadora, existem vivências biológicas e sociais que não fazem parte da realidade de mulheres trans, o que geraria um conflito de representatividade na comissão.
Durante o desabafo, a influenciadora defendeu que as pautas específicas da comunidade trans precisam de uma condução que olhe para a base da pirâmide social. Ela citou a extrema vulnerabilidade enfrentada por mulheres trans no Brasil e argumentou que essas demandas urgentes deveriam ser a prioridade máxima de quem se propõe a representar esse grupo. Para Apoline, a ocupação de espaços de poder deve ser estratégica e respeitar as particularidades de cada luta.
“Com certeza não concordo. Seria interessante se ela assumisse uma comissão que pudesse defender as mulheres trans. Porque sabemos a realidade do Brasil [...] Mas ela assumir um papel que não é um papel certo, pra mim não é… Adoro ela como pessoa só que tipo assim, tem coisas que nós mulheres trans nunca vamos sentir as coisas que as mulheres se sentem [...] tem certas dores que mulher trans não sente”. encerrou seu posicionamento.