
Durante sua participação no podcast Inteligência Ltda., conduzido por Rogério Vilela nessa última segunda-feira (06), o senador Flávio Bolsonaro oficializou seu desejo de concorrer ao Palácio do Planalto e traçou um panorama sobre seus prováveis oponentes.
No diálogo, o congressista atualizou o estado de seu pai, o ex-mandatário Jair Bolsonaro, que se encontra sob regime de prisão domiciliar após enfrentar problemas clínicos e um período em cárcere.
Flávio detalhou que mantém visitas constantes e notou uma evolução no bem-estar do pai desde a transição para a prisão domiciliar.
“Eu tenho dois dias na semana para vê-lo, como filho, quartas e sábados, por apenas duas horas. Mas pelo menos agora ele está em casa, mais bem cuidado”, relatou.
O senador pontuou que as sequelas do atentado sofrido em 2018 ainda geram crises severas de refluxo, exigindo uma terapia medicamentosa agressiva. “A saúde dele nunca mais foi a mesma desde a facada. Ele tem crises de refluxo muito fortes e precisa tomar remédios que causam sonolência e tontura”, explicou.
Ele também relembrou um acidente doméstico sofrido pelo pai, utilizando o episódio para questionar a conduta de Alexandre de Moraes: “Ele tomou um tombo, bateu com a cabeça, demorou 24 horas para Alexandre de Moraes autorizar ele para o hospital. Graças a Deus não foi nada grave, ele não ficou desacordado, mas ele podia ter sido encontrado morto naquela cela”.
Ao analisar o tabuleiro eleitoral, Flávio avaliou Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Embora reconheça seu viés direitista, o senador questionou seu apelo junto às massas: “É um conservador, fez um bom governo em Goiás, mas as pesquisas mostram que ele não tem grande aceitação da população”.
Sobre o ex-ministro Aldo Rebelo, o parlamentar demonstrou uma cortesia incomum, apesar das divergências ideológicas. “Ele tem origem em partidos comunistas, mas é uma pessoa que eu respeito e que conhece bem os problemas do Brasil”, afirmou.
As críticas mais ácidas foram direcionadas ao atual ocupante do cargo, Luiz Inácio Lula da Silva. Para Flávio, a gestão petista carece de visão de futuro. “Ele já teve três oportunidades de resolver os problemas do Brasil. Não tem por que dar uma quarta oportunidade”, disparou.
Quanto a Romeu Zema, o senador indicou que o canal de comunicação segue aberto, vislumbrando uma aliança em uma eventual etapa decisiva da eleição.
Finalizando a entrevista, o filho de Bolsonaro reiterou que sua postulação nasce da percepção de que o Brasil clama por renovação. “Eu acredito que o Brasil tem condições de fazer uma mudança e resgatar a esperança do povo brasileiro”, concluiu.