Lula explica por que quer 4º mandato e afirma que 2026 é “ano da colheita”

Em conversa com o ICL Notícias nesta quarta-feira (8), o líder petista relatou ter encontrado uma “terra arrasada” ao suceder Jair Bolsonaro (PL)

08/04/2026 às 13h00
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Presidente Lula - Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Presidente Lula - Reprodução: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reafirmou que 2026 representa o “ano da colheita” e detalhou os fundamentos que o motivam a buscar um quarto período na chefia do Executivo nas eleições em outubro.

Em conversa com o ICL Notícias nesta quarta-feira (8), o líder petista relatou ter encontrado uma “terra arrasada” ao suceder Jair Bolsonaro (PL), argumentando que os primeiros dois anos de sua gestão foi dedicado integralmente a “reconstruir” as estruturas estatais.

Embora mantenha o discurso de que a martelada final sobre sua candidatura ainda não ocorreu, o presidente enfatizou o desejo de ver a nação atingir um “salto de qualidade”. Ele destacou sua trajetória como um diferencial competitivo: “E qual é a vantagem que eu tenho: eu tenho o acúmulo de experiência que ninguém tem nesse país. Não tem nenhum político que tenha a experiência que eu tenho nesse país”.

Lula demonstrou foco em transformações estruturais, afirmando: “Eu tenho na cabeça que é importante que a gente dê um salto de qualidade”. Para o presidente, “está na hora de discutir as causas dos problemas brasileiros para que a gente possa mudar”.

A oficialização do nome de Lula deve ocorrer no fórum interno do PT em junho. O petista foi enfático sobre suas pretensões: “Todo mundo sabe que dificilmente eu deixarei de ser candidato. Vai ter uma convenção em junho e nós vamos tentar. Eu vou pleitear ao PT a necessidade da gente reconstruir uma aliança política forte para que a gente não permita que os fascistas voltem a governar esse país, Esse é o papel que eu tenho para jogar agora”.

O Confronto nas Urnas

O panorama eleitoral indica uma polarização severa. Dados da sondagem Meio/Ideia, publicados hoje (8), revelam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atinge 45,8% da preferência em um possível embate decisivo, enquanto Lula aparece com 45,5%. Essa diferença decimal configura um cenário de paridade absoluta entre os principais competidores.

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