Pré-candidado à Presidência, Caiado critica Lula: “Ele anda em marcha à ré, eu, não”

Para o político, a falta de proatividade da atual administração é um sinal de despreparo tecnológico

08/04/2026 às 14h08
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Presidente Lula e Governador de Goiás Ronaldo Caiado - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados
Presidente Lula e Governador de Goiás Ronaldo Caiado - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR e Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O pré-candidato ao Palácio do Planalto, Ronaldo Caiado (PSD), rebateu as contestações feitas pelo presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a respeito da extração de elementos de terras raras, assegurando que não pretende seguir o ritmo imposto pelo mandatário.

Durante um diálogo com o Contexto Metrópoles, o governador goiano foi enfático ao diferenciar sua gestão da condução federal: “Eu não sou obrigado a andar no ritmo que o presidente Lula anda. Ele anda em marcha à ré. Eu, não, eu ando acelerado cada vez mais, para fazer com que amanhã o Brasil possa voltar a ser um país respeitado na área da ciência e da pesquisa”.

A reação ocorreu após Lula demonstrar indignação com a estratégia adotada por Goiás. Em entrevista ao ICL Notícias, o petista descreveu a negociação como um desrespeito à soberania nacional: “É uma vergonha, inclusive o Caiado fez em Goiás. O Caiado fez um acordo com empresas americanas fazendo concessão de coisa que ele não pode fazer porque é da União. Então, se a gente não tomar cuidado, essa gente vai vender o Brasil”.

O ponto central da discórdia é um memorando de entendimento firmado em 18 de março entre Caiado e a representação dos Estados Unidos, visando a cooperação em minerais estratégicos. O documento foi chancelado em São Paulo por Gabriel Escobar, encarregado de Negócios norte-americano.

Críticas à Gestão Mineral do País

Caiado não poupou críticas à suposta inércia do governo central no mapeamento do subsolo brasileiro. O pré-candidato questionou a falta de agilidade de Brasília: “Por que o presidente da República, que tem o poder de fazer o mapeamento mineral do país, não consegue fazer? Eu fiz em Goiás. Quando ninguém falava em terras raras pesadas, eu apoiei uma empresa”.

Para o político, a falta de proatividade da atual administração é um sinal de despreparo tecnológico. Ele disparou: “A pergunta deveria ser, por que o governo já não tem esse mapeamento, já não incentivou a exploração e também a tecnologia de separação dos minerais de terras raras pesadas? Então, quer dizer, o incompetente é o presidente”.

Finalizando sua posição, o governador goiano argumentou que líderes que ignoram temas de fronteira, como inteligência artificial, mineração crítica e transição energética, estão desconectados da realidade global: “esse homem está fora do conceito de mundo”.

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