Ministros dos EUA e Irã devem se reunir no Paquistão para discutir fim da guerra

O objetivo é dar continuidade aos diálogos diplomáticos iniciados após a interrupção das hostilidades confirmada na última terça-feira (7)

08/04/2026 às 14h29 Atualizada em 08/04/2026 às 14h30
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Terra
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Reprodução: REUTERS/Claudia Greco
Reprodução: REUTERS/Claudia Greco

O mediador do pacto de não agressão entre Washington e Teerã, o premiê paquistanês, Shehbaz Sharif, convocou as cúpulas das duas potências para um encontro presencial em Islamabad, nessa próxima sexta-feira (10). O objetivo é dar continuidade aos diálogos diplomáticos iniciados após a interrupção das hostilidades confirmada na última terça-feira (7).

Ao oficializar o sucesso da mediação, Sharif celebrou a disposição das nações envolvidas: "Com a maior humildade, tenho o prazer de anunciar que a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros, com efeito imediato. Acolho com satisfação este gesto sábio e expresso a minha mais profunda gratidão à liderança de ambos os países".

O líder do Paquistão destacou a maturidade política demonstrada nas conversas preliminares, afirmando que "ambas as partes demonstraram notável sabedoria e compreensão, mantendo-se construtivamente empenhadas em promover a paz e a estabilidade. Esperamos sinceramente que as negociações em Islamabad resultem em uma paz duradoura e desejamos compartilhar mais boas notícias nos próximos dias!". Sharif já obteve a confirmação do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, para a reunião de cúpula e agradeceu o suporte estratégico de nações como China, Turquia e Catar, pontuando que "a liderança de todos os nossos países irmãos e dos Estados Unidos da América demonstrou excepcional visão estratégica, sagacidade e paciência ao dar uma chance à paz".

Do Ultimato à "Era de Ouro" de Trump

A postura de Donald Trump sofreu uma guinada radical em menos de 24 horas. Na manhã de terça-feira (7), o republicano disparou um aviso sombrio: "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser trazida de volta. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá". Contudo, após o anúncio da trégua de 14 dias, o tom belicista deu lugar ao otimismo econômico.

Em suas redes sociais, o presidente americano comemorou o novo cenário: "Um grande dia para a paz mundial! O Irã quer que isso aconteça, eles já não aguentam mais! Da mesma forma, todos os outros também! Os Estados Unidos da América ajudarão a lidar com o aumento do tráfego no Estreito de Ormuz. Haverá muitas ações positivas! Muito dinheiro será ganho. O Irã poderá iniciar o processo de reconstrução. Estaremos carregando suprimentos de todos os tipos e apenas 'ficando por perto' para garantir que tudo corra bem. Estou confiante de que correrá. Assim como estamos vivenciando nos EUA, esta pode ser a Era de Ouro do Oriente Médio!!!".

Com a abertura do Estreito de Ormuz e a promessa de ajuda humanitária e logística dos EUA, a expectativa agora se volta para Islamabad, onde a durabilidade desse acordo será testada.

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