
O programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, foi um dos destaques do 68º Congresso Estadual de Municípios, realizado entre os dias 4 e 8 de abril, no Anhembi. O estande do projeto recebeu mais de 4 mil visitantes, número três vezes maior que o registrado na edição anterior.
Prefeitos, parlamentares e gestores públicos acompanharam de perto o funcionamento do sistema, considerado o maior programa de videomonitoramento da América Latina. Atualmente, a rede reúne cerca de 50 mil câmeras distribuídas pela cidade, incluindo equipamentos públicos e privados integrados.
Durante o evento, o público pôde observar, em tempo real, imagens captadas pelas câmeras e entender como funciona a central de monitoramento. A apresentação mostrou desde a identificação de ocorrências até o acionamento das equipes da Guarda Civil Metropolitana.
Outro ponto de atenção foi o chamado “Prisômetro”, painel que exibia indicadores atualizados do programa, como prisões realizadas, foragidos capturados, pessoas desaparecidas localizadas e ocorrências envolvendo veículos.
Segundo a secretária municipal de Segurança Urbana, Juliana Bussacos, o interesse crescente demonstra a consolidação do projeto como referência nacional em segurança pública baseada em tecnologia.
O estande também apresentou recursos complementares do programa, como o uso de drones em operações, robôs para inspeções em áreas de risco e unidades móveis de monitoramento utilizadas em grandes eventos.
Essas ferramentas ampliam a capacidade de atuação da Guarda Civil Metropolitana e permitem respostas mais rápidas em diferentes tipos de ocorrência.
Desde que foi implementado, em julho de 2024, o Smart Sampa já contribuiu para a prisão de quase 3 mil foragidos e mais de 4,3 mil detenções em flagrante. O sistema também auxiliou na localização de pessoas desaparecidas e no acompanhamento de ocorrências envolvendo veículos.
A expansão do programa ganhou impulso com a integração de câmeras da iniciativa privada, ampliando a cobertura e o alcance das ações de monitoramento.
O sistema utiliza tecnologias como reconhecimento facial e leitura automática de placas, além da integração com bases de dados oficiais. Os alertas gerados passam por validação humana antes de qualquer abordagem, como forma de garantir maior precisão nas ações.
O crescimento do interesse pelo programa durante o congresso reforça o movimento de outras cidades em buscar soluções tecnológicas para segurança urbana.