
Nos bastidores do Partido Liberal (PL), a estratégia para a sucessão presidencial ganha novos capítulos. O ex-mandatário, Jair Bolsonaro, já tem um favorito para fortalecer a candidatura do filho, o senador Flávio Bolsonaro: o nome de Romeu Zema (Novo) é o que ele tem defendido como o ideal, segundo interlocutores mais próximos do ex-presidente.
O plano de Bolsonaro é pessoal e direto. De acordo com fontes ouvidas sob reserva, assim que o cenário jurídico permitir, ele pretende assumir as rédeas da negociação em um diálogo face a face com Zema, com o objetivo de reiterar a intenção de tê-lo na chapa presidencial do PL.
Apesar do entusiasmo da família Bolsonaro, o ex-governador de Minas Gerais ainda demonstra cautela. Embora interlocutores indiquem que a postura de Zema possa ser flexibilizada caso receba um chamado oficial de Flávio, o político mineiro buscou frear as expectativas na segunda-feira (6), ao declarar não ter interesse em ocupar a vice.
Enquanto a "opção Zema" segue em banho-maria, o partido Progressistas movimenta suas peças para garantir espaço na chapa. A aposta da sigla é a deputada federal paulista, Simone Marquetto.
Estratégia: A indicação uniria o PL à federação União-PP, o que garantiria mais verba e tempo de TV para a candidatura.
Articuladores: O projeto conta com o peso político de Mauricio Neves (presidente do PP-SP) e do senador Ciro Nogueira (líder nacional da legenda).
Aproximação: Flávio Bolsonaro e Marquetto já deram o primeiro passo com uma reunião realizada nesta semana para alinhar expectativas.
Outro nome de peso no radar do PL é o da senadora, Tereza Cristina (PP). Referência no setor agropecuário, ela é uma das favoritas da cúpula liberal. Contudo, seu projeto pessoal parece trilhar outro caminho: conforme indicam aliados, o foco dela é tentar a presidência do Senado em fevereiro de 2027, aproveitando a estabilidade de seu mandato, que se estende até 2031.