
O chefe do Executivo paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posicionou-se favoravelmente à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a reeleição. Durante um compromisso oficial em Franco da Rocha, na Grande São Paulo, Tarcísio defendeu que a estrutura política atual necessita de uma revisão profunda.
Para ele, o sistema de mandatos sucessivos gera um impacto negativo no desenvolvimento da nação:
"Hoje, eu acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil", afirmou o governador.
Tarcísio sugeriu que a classe política e a sociedade precisam avaliar "em que medida a reeleição está ajudando ou não" o Estado brasileiro. Ele foi além ao sugerir que a prioridade legislativa deveria ser o sistema eleitoral: "Talvez a reforma mãe [que o Brasil precisa] seja a reforma política".
A proposta em debate, redigida pelo senador e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), foca primordialmente na figura do Presidente da República.
Regras para Governadores: O texto atual mantém as normas vigentes para prefeitos e governadores, permitindo que busquem um segundo mandato consecutivo.
Situação de Tarcísio: Sendo ele próprio um nome cotado para a renovação do mandato no Palácio dos Bandeirantes, o governador não teria seus planos eleitorais imediatos afetados pela medida.
Status Legislativo: Embora tenha recebido sinal verde na CCJ, a matéria segue aguardando movimentação no Senado Federal.
Além da alternância de poder, Tarcísio trouxe à tona o debate sobre a eficiência democrática e o voto distrital. Segundo ele, é vital que as "instituições organizadas funcionam em harmonia e aí a gente pode olhar para frente e ter um país que cresce de forma consistente".
A defesa desta PEC também carrega um forte componente estratégico para o autor da proposta. Flávio Bolsonaro tem utilizado o projeto para atrair partidos do centrão, sinalizando que, ao extinguir a reeleição presidencial, abriria caminho para novas lideranças no pleito de 2030.
O governador concluiu reforçando sua preocupação com o modelo atual de representação:
"Hoje acho que a reeleição está fazendo mal para o Brasil. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é em que medida a gente está conseguindo ter representatividade. Na medida em que as pessoas estão sendo representadas, os territórios estão sendo representados. E aí vem a discussão do voto distrital".