
Luana Piovani voltou a ser o centro das atenções nas redes sociais nesta quinta-feira (9/4). Em uma declaração que dividiu opiniões, a atriz se autodefinia como uma “evangélica macumbeira”, termo que utilizou para descrever sua atual fase espiritual. A fala, considerada contraditória por alguns internautas e gerou debate entre críticas fervorosas e mensagens de apoio.
Em entrevista ao podcast Conversa Vai, Conversa Vem, Luana explicou que a aproximação com as religiões de matriz africana nasceu de uma busca por identidade e justiça histórica. Segundo ela, a decisão de frequentar um terreiro em Salvador foi o ápice de anos de curiosidade. “Sou brasileira e tudo que é de matriz africana me interessa. É o meu povo, é a minha música, o meu DNA”, afirmou a atriz.
Piovani ressaltou que sua transição também é uma resposta ao que chama de "dívida de 500 anos" do Brasil com os povos de origem africana.
Usando seu "lugar de fala", a artista não poupou palavras ao expressar seu descontentamento contra o comportamento de parte dos fiéis na atualidade “A maioria dos evangélicos hoje é uma raça que, pelo amor de Deus! Achou ruim? Come menos! Caguei para vocês!”, disparou, reforçando que, para ela, muitos representantes da religião hoje personificam "o que há de pior no ser humano".
Para encerrar a polêmica, a atriz defendeu uma visão mais ampla e inclusiva da fé, afirmando que a espiritualidade não deve ser limitada por nomes ou rótulos rígidos. “Deus é amor. Sejam os diferentes nomes que possa ter”, concluiu.