MP-RJ denuncia agressores responsáveis pelo espancamento contra capivara

Os implicados, que estão sob custódia estatal desde o fim de março, tiveram suas detenções em flagrante transformadas em preventivas pela Justiça fluminense

10/04/2026 às 11h41
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Reprodução: Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Estácio de Sá
Reprodução: Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) da Estácio de Sá

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) formalizou a acusação contra o grupo de seis indivíduos flagrados agredindo brutalmente uma capivara no Jardim Guanabara, Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. O episódio de violência, ocorrido na madrugada de 21 de março, envolveu o uso de pedaços de pau e pedras contra o animal.

Os implicados, que estão sob custódia estatal desde o fim de março, tiveram suas detenções em flagrante transformadas em preventivas pela Justiça fluminense. O rol de denunciados inclui:

  • Isaías Melquiades Barros da Silva

  • José Renato Beserra da Silva

  • Matheus Henrique Teodosio

  • Paulo Henrique Souza Santana

  • Pedro Eduardo Rodrigues

  • Wagner da Silva Bernardo

A investida, que contou ainda com a cooperação de menores de idade, utilizou barras de ferro e pedaços de madeira para castigar o roedor. Na esfera administrativa, as punições financeiras já somam R$ 160 mil, com multas individuais fixadas em R$ 20 mil.

A peça acusatória do MPRJ enfatiza o sadismo da conduta, destacando que “os acusados agiram de forma consciente e coordenada, com a participação de dois adolescentes, ao cercar e atacar o animal com pedras e pedaços de madeira com pregos, utilizando método cruel”.

As consequências físicas para o animal foram devastadoras. Exames veterinários confirmaram um quadro de traumatismo no crânio e danos oftalmológicos gravíssimos. A Promotoria também enquadrou o grupo por caça clandestina, visto que não possuíam qualquer permissão legal para o abate de fauna nativa.

O desrespeito à vida animal ficou registrado pelos próprios agressores: “Os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento”, ressalta o documento jurídico.

Reparação de Danos e Justificativa dos Réus

Além do crime ambiental, os suspeitos responderão por danos causados aos automóveis estacionados no local, atingidos pelas pedras arremessadas durante o ataque.

“Com base em laudo técnico de valoração de danos à fauna, o prejuízo foi estimado em R$ 44.632,57, valor a ser pago pelos envolvidos. Os recursos deverão ser destinados a instituições voltadas ao atendimento veterinário e à recuperação do animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente”.

Ao serem interceptados pelos agentes da Polícia Civil, os homens alegaram que o espancamento visava o abate da capivara para fins alimentares.

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