
O interesse em torno da história de Suzane von Richthofen ultrapassou as fronteiras brasileiras e pode ganhar as telas do cinema internacional. A informação, detalhada pelo portal Bacci Notícias nesta sexta-feira (10), aponta que produtoras estrangeiras já articulam negociações para novas obras audiovisuais sobre o crime que chocou o país em 2002.
De acordo com o procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo, Nadir de Campos Júnior que atuou no julgamento histórico de 2006 , o caso mantém um fôlego de repercussão que atrai o mercado externo. Segundo ele, a movimentação para fechar novos contratos já é uma realidade nos bastidores. “Eu sei de empresas internacionais que estão contactando Suzane para tentar um último filme, um último roteiro”, revelou o procurador. Para o procurador, Suzane demonstra uma habilidade contínua em converter sua trajetória em retorno financeiro, mesmo no período em que cumpria pena. Ele citou que a condenada já monetizava sua história através de depoimentos exclusivos.
O representante do MP também mencionou o sucesso editorial de obras sobre o crime, comparando a projeção da condenada a um fenômeno de mercado. O crime que chocou o país ocorreu em outubro de 2002, quando Suzane, com o auxílio dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, planejou e executou o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, enquanto eles dormiam em sua residência em São Paulo.
Em 2006, após um julgamento de enorme repercussão mediática, ela foi condenada a 39 anos e seis meses de reclusão. A sentença baseou-se em acusações de duplo homicídio qualificado motivado por razões torpes, uso de meio cruel e recursos que impediram qualquer chance de defesa das vítimas, além do crime de fraude processual, devido à tentativa de manipular a cena do crime para despistar as investigações iniciais.