
A prisão de Alexandre Ramagem (PL-RJ), antigo diretor da Inteligência na gestão de Jair Bolsonaro (PL), ocorrida nos Estados Unidas nessa última segunda-feira (13), pode se tornar munição política contra as pretensões presidenciais de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa é a leitura feita por aliados próximos ao ex-presidente, Jair Bolsonaro.
O episódio causou espanto no núcleo direitista, especialmente porque Ramagem buscava proteção diplomática na América do Norte. Para integrantes do movimento, a ação executada pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) desmorona a narrativa de que haveria "colaboração e complacência do governo norte-americano com condenados pelos atos de 8 de janeiro".
Lideranças do Partido Liberal compartilham a visão de que o ocorrido servirá de plataforma para opositores tentarem invalidar o trabalho internacional realizado pelo ex-parlamentar, Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
A atmosfera política segue carregada com outros eventos recentes:
A indignação manifestada por um antigo chefe da Aeronáutica ao analisar sondagens eleitorais que incluem Carlos Bolsonaro na disputa pelo Senado por Santa Catarina.
O acirramento do conflito institucional após a resposta do ministro Alexandre de Moraes a um conteúdo digital publicado por Eduardo Bolsonaro, o que "eleva tensão com STF".
Atualmente, os congressistas da legenda buscam uma linha narrativa comum, mas enfrentam um paradoxo ideológico. Existe um desconforto evidente em criticar as diretrizes de restrição migratória da administração de Donald Trump, ao mesmo tempo em que tentam blindar a reputação de Ramagem, figura que gozava de tamanha confiança a ponto de ser a escolha de Bolsonaro para o pleito municipal carioca em 2024.