
O distanciamento entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o segmento religioso cristão tornou-se ainda mais acentuado. De acordo com o relatório da Pesquisa Genial/Quaest, publicado no início desta quarta-feira (15), a rejeição ao atual mandatário no eleitorado evangélico saltou de 61%, registrados em março, para significativos 68% neste mês.
O histórico recente mostra oscilações: o descontentamento desse grupo, que estava em 64% na virada do ano, havia recuado para 61% no bimestre anterior, mas retomou agora uma trajetória de alta. Em contrapartida, o apoio direto desse público ao petista encolheu, recuando de 33% para 28%.
Na média de todos as medidas sociais, a percepção negativa sobre a gestão federal teve um leve incremento, passando de 51% para 52%. Já o índice de aceitação apresentou uma variação mínima dentro da margem, movendo-se de 44% para 43%.
O levantamento traz um dado inédito sobre a sucessão presidencial: o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece, pela primeira vez, com uma ligeira vantagem numérica sobre Lula em uma eventual disputa decisiva.
Embora os números configurem um cenário de equilíbrio estatístico, Flávio soma 42% das intenções de voto contra 40% do atual presidente.
Os dados foram coletados através de 2.004 entrevistas presenciais, ocorridas entre os dias 9 e 13 de abril. O estudo possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, refletindo o termômetro da opinião pública no momento.