
O Governo Federal apresentou, nesta quarta-feira (15), o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, trazendo a estimativa do novo valor do salário mínimo. Caso a projeção seja confirmada, o piso nacional passará dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.717 em janeiro do próximo ano, com os pagamentos sendo efetuados a partir de fevereiro.
O reajuste de 5,92% representa um acréscimo nominal de R$ 96 no bolso dos trabalhadores. Entenda como o cálculo é feito e o que está em jogo nessa decisão.
A fórmula atual, retomada na gestão do presidente Lula e aprovada pelo Congresso, busca garantir que o trabalhador tenha um ganho acima da inflação. O cálculo baseia-se na soma de dois indicadores:Inflação (INPC): Medida em 12 meses até novembro de 2026 e crescimento do PIB: Referente a dois anos antes (neste caso, o PIB de 2025, que registrou alta de 2,3%).
Entretanto, há uma trava importante: o aumento real (acima da inflação) está limitado a um teto de 2,5%, conforme as regras do arcabouço fiscal. Essa medida visa equilibrar as contas públicas até 2030, impedindo que o crescimento do salário mínimo comprometa outras despesas do orçamento.
O valor pode sofrer alterações?
Sim. É fundamental destacar que o valor de R$ 1.717 é apenas uma projeção. O número oficial e definitivo só será anunciado em dezembro de 2026. Isso acontece porque o governo precisa aguardar o fechamento do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro para calcular a inflação exata do período.
Se a inflação subir mais do que o esperado nos próximos meses, o valor final poderá ser ajustado para cima para garantir a manutenção do poder de compra.
A política de valorização atual contrasta com o modelo adotado no governo anterior, de Jair Bolsonaro, onde a correção considerava apenas a inflação, sem a inclusão do crescimento do PIB. Com o modelo atual, o objetivo é que o salário mínimo cresça proporcionalmente à economia do país.
O que é a LDO? A Lei de Diretrizes Orçamentárias é o documento que estabelece as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela serve como um guia para a elaboração do Orçamento Geral da União (LOA), definindo onde o dinheiro público será investido.