Master repassou R$140 milhões em imóveis ao ex-presidente do BRB

De acordo com os investigadores, o gestor teria ignorado protocolos de integridade ao autorizar transações com a entidade de Daniel Vorcaro “sem lastro”, ou seja, sem garantia ou suporte que um ativo oferece para a obtenção de crédito

16/04/2026 às 10h39
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - Reprodução: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília
Ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa - Reprodução: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília

A Polícia Federal (PF) mapeou a transferência de seis propriedades, avaliadas em R$ 140 milhões, que seriam “supostas propinas” repassadas pelo Banco Master a Paulo Henrique Costa. O antigo presidente do Banco de Brasília (BRB) foi detido pelas autoridades na capital federal durante as primeiras horas desta quinta-feira (16).

Informações preliminares obtidas pelo Metrópoles indicam que o patrimônio sob suspeita consiste em dois imóveis situados em Brasília e quatro localizados em São Paulo. O ex-executivo é investigado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que teriam sido aceitos como recompensa para aprovar as compras de carteiras fraudulentas.

De acordo com os investigadores, o gestor teria ignorado protocolos de integridade ao autorizar transações com a entidade de Daniel Vorcaro “sem lastro”, ou seja, sem garantia ou suporte que um ativo oferece para a obtenção de crédito.

A estratégia da administração de Costa no BRB envolveria o socorro financeiro ao Master por meio de movimentações atípicas, servindo como um suporte paliativo enquanto o Banco Central avaliava a proposta de aquisição.

Embora o banco brasiliense tenha oficializado a intenção de compra em março de 2025, o órgão regulador barrou a transação, impedindo que o negócio fosse concretizado.

Resumo dos Pontos Chave

  • O Valor: R$ 140 milhões em patrimônio imobiliário (DF e SP).

  • O Crime: Suspeita de favorecimento ao Banco Master em troca de bens.

  • A Falha: Operações realizadas sem as devidas garantias financeiras (“sem lastro”).

  • O Desfecho: Negócio vetado pelo Banco Central e prisão do ex-presidente do BRB.

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