
Em uma entrevista exclusiva ao portal Bacci Notícias, na última terça-feira (14), o senador Cleitinho (Republicanos-MG) manifestou sua indignação com a prisão "injusta" ex-presidente, Jair Bolsonaro. Para o congressista mineiro, o atual cenário não passa de perseguição política, descartando qualquer esforço para uma ruptura democrática no Brasil.
Cleitinho sustentou que não houve tentativa de golpe no país, pontuando que “os três poderes estão funcionando” e, sob essa ótica, não haveria fundamentos para a prisão. Nessa linha de raciocínio, ele reiterou que Bolsonaro ocupa hoje a posição de “um preso político”.
O parlamentar não poupou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao cobrar uma reação firme da cúpula do Senado. Cleitinho sugeriu que, sob sua liderança na presidência da Casa, o magistrado enfrentaria medidas severas, expondo seu descontentamento com o que considera uma extrapolação de competências por parte da Suprema Corte.
Essa postura solidifica o discurso do senador contra a atual dinâmica de forças entre o Legislativo e o Judiciário, uma bandeira constante entre as alas conservadoras do Congresso.
Ao ser questionado sobre o atrito público entre Eduardo Bolsonaro e Nikolas Ferreira, Cleitinho adotou uma postura diplomática para evitar o agravamento da crise. Ele declarou estar “do lado da direita”, enfatizando que a convergência de esforços é vital para o grupo.
Na visão do senador, as rusgas internas apenas fragmentam a oposição e retiram o protagonismo de temas essenciais para o eleitorado conservador, especialmente em um período de tamanha polarização política no país.