
O desembarque do mandatário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Portugual, nessa última terça-feira (21), serviu de estopim para que grupos de portugueses e brasileiros se amontoassem perto do Palácio de Belém, em Lisboa, para protestar contra a visita do líder petista.
A convocatória para o movimento de repúdio partiu do partido de direita Chega, fundamentando o protesto na bandeira da integridade ética e enfrentamento aos desvios públicos. O evento reuniu residentes locais e imigrantes brasileiros nos arredores da sede da presidência. Em uma dinâmica oposta, o núcleo lisboeta do Partido dos Trabalhadores organizou uma recepção calorosa, concentrando defensores do governo no mesmo perímetro.
Em seus picos de adesão, cada uma das frentes contabilizou aproximadamente 300 indivíduos.
O descontentamento foi impulsionado pela discordância quanto às honrarias diplomáticas prestadas ao chefe de Estado brasileiro. Iniciada às 12h30 (fuso de Lisboa), a movimentação ocorreu simultaneamente aos compromissos institucionais de Lula.
A contestação ganhou peso com a presença de André Ventura, expoente máximo do Chega. Ventura recentemente disputou o segundo turno do pleito presidencial em Portugal, no dia 8 de fevereiro, ocasião em que foi superado pelo atual presidente António José Seguro (PS).
Entre os apetrechos de protesto, destacavam-se gravuras de Lula com vestimentas carcerárias e faixas estampando a frase:
“Lula, ladrão, seu lugar é na prisão”.
Enquanto a oposição bradava críticas, a militância do PT ocupou a frente do Museu da Presidência por volta do meio-dia, aproveitando a proximidade do banquete oferecido pela cúpula portuguesa.
A celebração foi registrada nas redes sociais da agremiação no exterior:
“Vermelhou em Lisboa. A presença do presidente Lula à capital portuguesa trouxe música e alegria para frente do Museu da Presidência da República. Apoiadores do Presidente do Brasil fizeram festa para celebrar a visita de Lula no dia em que no Brasil se comemora Tiradentes”.