Companheira de FHC manifesta concordância com interdição do ex-presidente

Patrícia Kundrát apresentou documento favorável à nomeação de Paulo Henrique Cardoso como curador após diagnóstico de quadro avançado de Alzheimer do ex-presidente.

22/04/2026 às 17h19 Atualizada em 22/04/2026 às 17h46
Por: Redação
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Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - Geraldo Magela/Agência Senado
Ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - Geraldo Magela/Agência Senado

A companheira do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Patrícia Kundrát, oficializou na última segunda-feira, dia 20 de abril, sua concordância com a interdição do político e com a nomeação de seu filho, Paulo Henrique Cardoso, como curador. A informação foi divulgada originalmente pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O termo de anuência apresentado por Patrícia cumpre uma exigência da juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 2ª Vara da Família e Sucessões, que decretou a interdição no dia 15 de abril. A magistrada havia estipulado um prazo de 15 dias para que a companheira se manifestasse, garantindo a legitimidade jurídica do processo, uma vez que ela mantém união estável com FHC desde 2014.

O pedido de interdição foi motivado pelo agravamento do estado de saúde do ex-presidente, que completou 94 anos. Laudos médicos recentes indicam um quadro avançado de Alzheimer, com comprometimento severo de funções cognitivas. Em razão disso, Fernando Henrique Cardoso já não possuía autonomia para gerir questões financeiras ou decisões da vida cotidiana, dependendo de suporte médico ininterrupto.

A escolha de Paulo Henrique Cardoso para a função de curador reflete uma organização familiar que já ocorria na prática, uma vez que ele já auxiliava o pai na administração de seus bens e cuidados diários. A defesa no processo foi realizada pelos advogados Caetano Berenguer, Fabiano Robalinho e Henrique Ávila.

Patrícia Kundrát, de 48 anos, possui uma longa trajetória de convivência com o ex-presidente, tendo atuado como secretária executiva no Instituto Fernando Henrique Cardoso antes da união estável. A anuência das filhas de FHC, Luciana e Beatriz, também já constava no processo que agora segue os trâmites finais após a manifestação de Patrícia.

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