Falha técnica: entenda a causa da soltura dos MC's Ryan SP e Poze do Rodo

A reviravolta no caso ocorreu após o advogado Felipe Cassimiro identificar um equívoco processual. Embora a magistratura tivesse estipulado um cárcere temporário de 30 dias, tal período excedia em 25 dias o que havia sido solicitado inicialmente pela Polícia Federal (PF)

23/04/2026 às 12h35
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
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MC's Poze do Rodo e Ryan SP - Reprodução: Redes Sociais
MC's Poze do Rodo e Ryan SP - Reprodução: Redes Sociais

As personalidades detidas durante a Operação Narco Fluxo têm previsão de soltura para o decorrer desta quinta-feira (23). O dado foi obtido por meio de uma minuciosa apuração em conjunto entre o Portal Leo Dias e Carine Roma, da Band News FM Rio. A lista de beneficiados inclui Raphael Sousa (dono da Choquei), Chrys Dias e os funkeiros MC Poze do Rodo e MC Ryan SP.

A reviravolta no caso ocorreu após o advogado Felipe Cassimiro identificar um equívoco processual. Embora a magistratura tivesse estipulado um cárcere temporário de 30 dias, tal período excedia em 25 dias o que havia sido solicitado inicialmente pela Polícia Federal (PF).

Visto que as detenções foram efetuadas em 15 de abril, o intervalo de cinco dias sugerido pelos investigadores já havia expirado. Diante disso, o ministro Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), admitiu a existência de uma “flagrante ilegalidade” no prazo da custódia, ordenando que a medida fosse limitada ao tempo pleiteado originalmente pelas autoridades policiais. A decisão estende o direito de liberdade a todos os investigados que compartilham a mesma condição jurídica.

Entenda a Operação Narco Fluxo

O objetivo central da PF é desarticular uma rede acusada de lavagem de dinheiro e movimentações financeiras ilícitas que superam a cifra de R$ 1,6 bilhão. De acordo com o inquérito, o grupo operava uma engrenagem sofisticada para camuflar a origem de recursos, recorrendo a:

  • Criptoativos e remessas de alto valor;

  • Deslocamento de grandes quantias em notas físicas;

  • Uso de laranjas para dissimular o patrimônio.

Durante as diligências, o estado apreendeu armamentos, veículos de luxo e valores em espécie. Além disso, dispositivos eletrônicos e registros documentais foram recolhidos para aprofundar o exame das provas. Como estratégia para cessar as atividades do grupo, foram impostas restrições a CNPJs e o congelamento de ativos.

O Judiciário fundamentou o bloqueio patrimonial com base no potencial faturamento das práticas ilícitas, citando nominalmente o "tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína, somado ao fluxo financeiro identificado nos relatórios de inteligência financeira encaminhados pelo Coaf".

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