“Voto útil”: Tarcísio atua para quebrar resistências à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro

Na visão de Tarcísio, os cidadãos que se opõem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tendem a identificar no primogênito do ex-presidente, Jair Bolsonaro, o nome com maior viabilidade para vencer o atual presidente

23/04/2026 às 14h09 Atualizada em 23/04/2026 às 14h10
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos Fonte: Metrópoles
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Flávio Bolsonaro e Tarcísio - Reprodução: Redes Sociais
Flávio Bolsonaro e Tarcísio - Reprodução: Redes Sociais

Diante de uma corrida presidencial marcada pela polarização, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), estima que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tende a angariar o chamado voto útil na fase decisiva do primeiro turno. Essa migração de eleitores poderia atrapalhar a candidatura de Ronaldo Caiado (PSD).

Na visão de Tarcísio, os cidadãos que se opõem a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tendem a identificar no primogênito do ex-presidente, Jair Bolsonaro, o nome com maior viabilidade para vencer o atual presidente.

Caso Caiado não consiga ganhar fôlego, aliados de Tarcísio acreditam que ele pode até ser ultrapassado por Renan Santos (Missão). O criador do MBL tem potencial de expansão ao focar no público juvenil e em perfis antissistema que ignoram figuras políticas convencionais.

No cenário atual, conforme o levantamento da Quaest de 15 de abril:

  • Lula: 37%

  • Flávio: 32%

  • Caiado: 6%

  • Zema: 3%

  • Renan Santos e Augusto Cury: 2% cada.

Tarcísio demonstra otimismo, acreditando que o atual presidente enfrentará barreiras para promover sua nova plataforma eleitoral. Isso se deve à dificuldade em transformar as ações do mandato vigente em aprovação popular, especialmente diante de problemas como o elevado endividamento das famílias.

Como mentor da campanha de Flávio em território paulista, o governador quer atuar como ponte junto ao empresariado. O objetivo é mitigar as desconfianças do setor produtivo, reforçando que o senador fluminense terá um programa estruturado e um corpo técnico robusto para governar.

Pessoas próximas a Tarcísio reconhecem que o desafio é mostrar um Flávio mais moderado e pragmático, distanciando-o de falhas atribuídas ao pai, processo que já é visível na comunicação da pré-campanha.

O Impacto do Judiciário e do STF

A cúpula paulista também projeta que, mesmo sem provas de vínculo direto entre o presidente e o caso Master, o desgaste da imagem do Supremo Tribunal Federal (STF) atingirá o petista. A percepção é de que Lula acabou “colando” sua imagem à instituição por conta da proximidade mantida nos últimos anos.

Dessa forma, o grupo avalia que Flávio deverá manter um diálogo com a base mais conservadora, renovando as críticas ao Judiciário de forma estratégica. A ideia é que tais questionamentos, antes vistos como radicais, sejam agora mais facilmente digerido pelo eleitorado centrista, dada a atual crise de credibilidade enfrentada pela Corte.

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