Mais da metade dos brasileiros apoiam prisão domiciliar de Bolsonaro, aponta pesquisa

Os dados detalham que o apoio se fragmenta entre os que aprovam plenamente a determinação (38%) e os que a aceitam com ressalvas (18%)

24/04/2026 às 12h01
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Compartilhe:
Jair Bolsonaro - Reprodução: Pedro Ladeira - 2.set.2025/Folhapress
Jair Bolsonaro - Reprodução: Pedro Ladeira - 2.set.2025/Folhapress

Um recente levantamento conduzido pelo instituto Ipsos-Ipec, aponta que a maior parcela dos brasileiros (56%) apoia a concessão do regime domiciliar temporário ao ex-mandatário, Jair Bolsonaro. O privilégio jurídico, fundamentado em seu quadro clínico, possui uma vigência programada de três meses.

Os dados detalham que o apoio se fragmenta entre os que aprovam plenamente a determinação (38%) e os que a aceitam com ressalvas (18%). No espectro oposto, 35% dos cidadãos manifestaram oposição à medida, enquanto os demais preferiram a neutralidade ou não emitiram opinião.

O Reflexo das Urnas

A investigação estatística sublinha que a percepção sobre o tema é um espelho fiel da escolha feita no pleito de 2022:

  • Simpatizantes de Bolsonaro: A aprovação ao confinamento residencial chega a 69%.

  • Simpatizantes de Lula: A rejeição lidera com 42% de discordância.

Geograficamente, o acolhimento à decisão é mais robusto em localidades interioranas (58%) e em pequenos aglomerados urbanos (60%), perdendo força nos grandes centros e capitais.

O Futuro Após os 90 Dias

O Ipsos-Ipec também questionou o destino do político caso sua saúde se estabilize após o prazo estipulado:

  • Permanência em casa: Solução defendida por 49% da amostra.

  • Retorno à Papudinha: Alternativa preferida por 42% dos ouvidos.

A continuidade da prisão doméstica encontra maior apoio entre o eleitorado bolsonarista (82%), o público evangélico (58%) e a população sulista (58%). Já a reiteração da custódia em regime fechado ganha fôlego entre eleitores lulistas (69%), nordestinos (50%) e a faixa etária mais jovem (48%).

“A polarização segue como marca registrada da política brasileira”, analisa Márcia Cavallari, diretora geral da Ipsos-Ipec, reforçando que o voto de 2022 continua sendo o principal preditor da opinião pública.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários