
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) declarou, nesse último domingo (26), que o Governo de São Paulo buscou impedir o acesso dos trabalhadores à Avenida Paulista no próximo 1º de maio, data em que se planejava uma manifestação pela extinção da jornada 6x1.
O impasse ocorre justamente na celebração global do Dia do Trabalhador, período que é feriado em todo o território nacional.
De acordo com Hilton, a gestão liderada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) alegou que o endereço já se encontra comprometido com um evento de grupos ligados à oposição. A pauta dessa mobilização rival seria voltada a mensagens como “Flávio presidente, Bolsonaro livre e Supremo é o povo”.
A parlamentar interpreta a recusa em compartilhar o espaço público como uma estratégia política para desmobilizar a causa trabalhista. Em suas redes sociais, ela foi enfática:
“A intenção é clara: enfraquecer a nossa luta e fazer os jornais, ao invés de estamparem uma luta por dignidade e VIDA além do trabalho, estamparem bolsonaristas pedindo a liberdade para um golpista condenado. Mas Tarcísio de Freitas não conseguirá inverter as prioridades do povo”.

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Por outro lado, a Polícia Militar sustenta que a prioridade foi definida por critérios técnicos e temporais. Segundo a corporação, os coletivos Patriotas do QG, A Voz da Nação e Marcha da Liberdade protocolaram seus requerimentos antecipadamente.
Os principais pontos da defesa institucional são:
Cronologia: A autorização seguiu rigorosamente a sequência de entrada das solicitações.
Segurança: A proibição de atos antagônicos no mesmo local e data, ainda que em janelas de tempo diferentes, visa mitigar possíveis confrontos e garantir a integridade dos participantes.
Isenção: Em comunicado oficial, a PM assegurou que “não há distinção quanto à natureza, pauta ou representatividade dos organizadores, sendo adotados os mesmos critérios legais de segurança e de ordem cronológica do pedido para análise e organização de todos os eventos”.