
Dentro do Partido dos Trabalhadores, um setor expressivo tem defendido a inclusão de Simone Tebet, ex-ministra do Planejamento e atual candidata ao Senado, como companheira de chapa de Fernando Haddad na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. O entusiasmo surgiu após dados de sondagens internas revelarem um diferencial estratégico.
Conforme antecipado pela coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles, Tebet obteve os resultados mais promissores entre as opções avaliadas para ocupar o posto de vice. O que mais impressionou a equipe de Haddad foi a forte aceitação da ex-ministra junto às mulheres.
A leitura política é que a presença de Simone poderia servir como um antídoto para conter o desgaste da popularidade da gestão federal com o público feminino, funcionando como um suporte vital para o projeto de continuidade de Lula no Planalto.
Contudo, a própria Tebet rechaçou a hipótese em declaração ao portal, assegurando que não existe qualquer possibilidade de concorrer como vice na chapa encabeçada pelo petista. Na cúpula do PT, o entendimento é de que a palavra final sobre a montagem de seu grupo de apoio caberá exclusivamente ao ex-ministro da Fazenda.
Paralelamente, outra vertente petista sustenta que o ex-ministro, Márcio França, deveria ser o indicado para uma das cadeiras em disputa no Senado Federal.
Os argumentos a favor de França incluem:
Experiência Executiva: Por já ter exercido o cargo de governador de São Paulo, possui trânsito livre entre chefes de executivos municipais.
Capilaridade: Facilidade de interlocução com expoentes políticos do interior paulista.
Diálogo Econômico: Capacidade de construir pontes com o setor produtivo e o empresariado do estado.