
Apesar de já ser saudada como “minha candidata ao Senado” por aliados ávidos por fotos no congresso petista, a antiga ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, revelou à coluna de Milena Teixeira, do Metrópoles, que seu destino para as eleições de outubro permanece em aberto.
Marina marcou presença no encontro do partido de Lula nesse último domingo (26), em Brasília, compartilhando o palco com Fernando Haddad e outros ex-membros do primeiro escalão do governo. Ao ser questionada sobre ocupar uma das cadeiras na chapa liderada por Haddad, a líder política ressaltou que as tratativas com sua base aliada continuam em curso.
“Já temos a definição do ministro Haddad e da ministra Tebet. Ainda estamos em conversas e nada foi fechado. Como diz o Haddad, em São Paulo o problema é que temos muitos nomes bons”, pontuou ela.
Disputas e Resistências Internas
Marina encontra-se atualmente em um queda de braço política com Márcio França pela segunda indicação ao Senado com o suporte do PT. Embora ostente números mais favoráveis nas sondagens de opinião, seu nome enfrenta obstáculos em setores específicos do petismo.
Os principais pontos de atenção são:
Conflito de Interesses: Existe o temor de que sua figura gere atritos com o setor do agronegócio paulista.
Xadrez Eleitoral: Enquanto Marina avalia suas opções, surge o movimento para colocar Simone Tebet como vice de Haddad. Contudo, Tebet mantém sua posição de focar exclusivamente na disputa pelo Senado, descartando a composição secundária no Executivo.
Essa indefinição mantém o cenário eleitoral de São Paulo em constante ebulição, com múltiplas lideranças de peso tentando encontrar um equilíbrio que garanta a vitória do governo petista.