
Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara, utilizou suas redes sociais nesta quinta-feira (30) para denunciar o que chamou de articulação entre a oposição e o bloco do Centrão contra o governo. O parlamentar ligou a recente barreira imposta pelo Senado a Jorge Messias a um plano maior para garantir a impunidade de aliados do ex-presidente, Jair Bolsonaro.
Segundo o deputado, o revés sofrido pelo Advogado-Geral da União foi apenas o estágio inicial de um pacto obscuro. Em suas palavras: “A etapa da aliança entre o bolsonarismo e o Centrão foi concluída com a primeira eliminação de Jorge Messias no Senado. Hoje, essa mesma articulação avançada para a segunda etapa do acordeão: cegar o andar de cima no escândalo de Vorcaro, proteger seus tentáculos na cúpula política e reduzir penas para fabricar impunidade. O PL vai silenciar sobre o Banco Master e não exigirá a leitura do requerimento do CPMI”.
O congressista fluminense alertou que o foco agora se volta para a derrubada do veto de Lula ao projeto que altera o cálculo de penas criminais. Ele argumenta que a manobra, pautada por Davi Alcolumbre, busca blindar figuras militares e o próprio Jair Bolsonaro das investigações sobre atos antidemocráticos.
Manobra Política: Farias critica a justificativa de “justiça humanitária” usada para derrubar o veto, afirmando que “o objetivo político é livrar Jair Bolsonaro e os generais da trama golpista”.
Riscos Sociais: O parlamentar advertiu que as alterações legais necessárias para salvar o grupo político podem, perigosamente, “abrir brechas que podem beneficiar líderes de organização criminosa, milicianos, chefes de facção, estupradores, feminicidas e pedófilos”.
Ao concluir sua análise, Lindbergh posicionou o embate legislativo desta quinta como um divisor de águas institucional, questionando se a escolha do Parlamento será por “democracia ou golpe, Constituição ou vale-tudo, punição ou impunidade?”.